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06/10/2009 - 13h00

FMI adverte o Brasil sobre a chamada 'guerra de divisas'

WASHINGTON, 6 Out 2010 (AFP) -O economista chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Olivier Blanchard, alertou nesta quarta-feira ao Brasil que tentar lutar contra os fluxos de capital externo com acúmulo de reservas é uma medida provavelmente autodestrutiva.

Os países emergentes devem abster-se de adotar medidas extraordinárias para frear a valorização de suas moedas, um fenômeno que faz parte inevitável do apoio mútuo em nível mundial para sair da crise, considerou Blanchard em coletiva de imprensa.

"No caso do Brasil, levando em conta as circunstâncias atuais, esses fluxos (de entrada de capital) correm o risco de serem permanentes, portanto combatê-los mediante um acúmulo de reservas é provavelmente autodestrutivo", afirmou.

O governo brasileiro decidiu duplicar o imposto sobre o capital estrangeiro destinado ao mercado de renda fixa para lutar contra a revalorização de sua moeda, o real.

O Fundo defende uma valorização das moedas dos países que estão crescendo mais, recordou Blanchard, apesar de se referir especialmente à China.

"É imperativo evitar divergências, ou como se tem denominado, uma guerra de divisas", explicou ainda.

"O reequilíbrio internacional exige uma valorização das moedas de inúmeras economias emergentes em relação às de inúmeros países desenvolvidos", afirmou ainda.

"Na primeira categoria, temos claramente o iuane e um certo número de moedas asiáticas e, na segunda categoria, claramente o dólar".
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