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07/10/2009 - 19h46

De Buenos Aires ao Himalaia, fundação aponta 93 monumentos em perigo no mundo

NOVA YORK, EUA, 6 Out 2009 (AFP) - Do Teatro Colón, em Buenos Aires, ao monastério de Phajoding, no Butão, passando pelo sítio arqueológico de Chankillo, no Peru, 93 monumentos do patrimônio correm sérios riscos no mundo.

A fundação independente World Monuments Fund (WMF) apresentou nesta terça-feira em Nova York seu relatório bianual, elaborado por um painel internacional de especialistas em arqueologia, arquitetura e histária da arte.

A ideia é identificar locais onde monumentos históricos correm riscos de preservação, levando o problema para a opinião pública e ajudando a proteger pontos ameaçados por negligência, vandalismo ou conflitos.

A lista inclui destinos turísticos famosos, como Machu Picchu, marcos urbanos inesperados, como a estrada Merritt Parkway, construída nos anos 30 em Connecticut, e construções desconhecidas, como os castelos do deserto de Khorezm, no Uzbequistão.

"Os lugares da lista 2010 representam exemplos marcantes da necessidade de fazer com que diversos setores - econômico, ambiental, preservação histórica e social - coincidam na elaboração de planos que afetarão todos", disse Bonnie Burnham, presidente do WMF.

O relatório cita ao todo 93 locais em 47 países - nove deles na América Latina e no Caribe. O Teatro Colón e os centros históricos de Buenos Aires e da Cidade do Panamá, além das igrejas de Arica e Parinacota, no norte do Chile, e as ruínas de Todos los Santos, em Cuenca (Equador), estão entre os monumentos que, de acordo com a fundação, correm perigo.

No caso do Colón, por exemplo, o WMP denuncia que o polêmico plano do governo para a reforma do teatro construído em 1908 "provocou o fechamento do prédio, cancelou todas as suas atividades, dispersou seus funcionários sem que houvesse um plano de ação claro ou um calendário para sua reabertura".

O Peru, que segundo Burnham está atualmente sob o olhar atento da Unesco devido à incapacidade das autoridades de proteger seus sítios arqueológicos contra os estragos do turismo, tem oito monumentos mencionados na lista.

"Isso coloca em evidência a necessidade de lidar com a questão do turismo antes que se torne algo terrível", ressaltou a presidente do WMF.

Os especialistas também apontam uma série de monumentos em perigo no México, na Venezuela, no Paraguai e na Colômbia.

Na Europa, a fundação aponta problemas em locais consagrados, como a catedral da Sagrada Família, em Barcelona. No Oriente Médio, os conflitos ameaçam monumentos como o minarete da mesquita de Al-Habda, em Mosul (Iraque).

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