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02/11/2009 - 13h11

Banco Central analisará a recuperação e o desemprego nos EUA

WASHINGTON, EUA, 2 Nov 2009 (AFP) - O Federal Reserve (Fed, banco central americano) se reúne nesta terça e quarta-feira para analisar e fazer ajustes na recuperação da economia, mas não deve fazer alterações em taxa de juros, atualmente de quase zero por cento.

Da mesma maneira que na reunião anterior do comitê de política monetária do Fed, em setembro, o interesse do público e dos investidores se concentrará na formulação empregada pelo banco central para descrever a situação econômica do país.

Desta vez está ausente o suspense habitual que cerca as reuniões do comitê, como vem ocorrendo desde o começo do ano. Em setembro, o comitê repetiu que as condições econômicas justificavam a manutenção da taxa básica a um nível extremadamente baixo durante um longo período.

Em vista dos contratos futuro sobre a taxa básica do Fed, quase 100% dos investidores aposta na manutenção das taxas nesta reunião, sem que se desenhe nenhuma previsão de aumento pelo menos até a de junho de 2010.

A expectativa é que os membros do comitê debatam seus pontos de vista sobre o estado da primeira economia mundial e discutam a estratégia da saída da crise para colocá-la em prática quando chegar o momento.

Apesar das cifras oficiais do produto interno bruto publicadas esta semana confirmarem que os Estados Unidos saíram tecnicamente da recessão, com uma taxa de crescimento de 3,5% a ritmo anual no terceiro trimestre, o certo é que o país ainda está longe de ter saído da crise.

Mesmo com alguns países como a Austrália e a Noruega terem aumentado suas taxas em outubor, o presidente do Fed, Ben Bernanke, recordou que não há razão para proceder da mesma forma nos Estados Unidos.

Alguns membros do comitê expressaram recentemente seus temore de que a inflação dispare fora de controle a médio prazo (o que exigiria um aumento rápido das taxas de juros), mas um de seus membros mais radicais em termos de vigilância da alta dos preços, James Bullard, estimou em entrevista à rede Bloomberg que não haverá nenhum ajuste monetário antes de diminuir o desemprego.

Só que este não parece estar em vias de melhorar no momento. Situada nos 9,8% no fim de setembro, seu nível mais alto em mais de 25 anos, a taxa de desemprego pode continuar subindo durante alguns meses, e os membros do comitê estimam que o crescimento da economia em 2010 talvez não seja suficiente para fazê-la diminuir sensivelmente.

Quanto à evolução dos preços, ainda está longe de ficar de acordo com as expectativas do Fed: os preços caíram a ritmo anual em setembro, mas o banco central considera desejável uma taxa entre 1,7% e 2% ao ano.

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