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03/11/2009 - 09h55

Eurozona: recuperação econômica se confirmará em 2010 e 2011

BRUXELAS, Bélgica, 3 Nov 2009 (AFP) - A Comissão Europeia espera uma "recuperação gradual" da economia na Eurozona, com uma saída da recessão a partir do terceiro trimestre, seguida de um crescimento de 0,7% em 2010 e de 1,5% em 2011, mas o desemprego e o déficit público seguirão elevados.

Nas previsões econômicas, Bruxelas projeta um crescimento de 0,5% no terceiro trimestre de 2009, contra 0,2% previstos em setembro para os 16 países que compartilham a moeda única.

A Comissão prevê que a recuperação será confirmada no próximo ano, com um crescimento de 0,7%. A estimativa anterior era de contração de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010.

Para 2011, ano que teve as primeiras estimativas publicadas nesta terça-feira, a projeção é de crescimento de 1,5%.

"A economia da UE sai da recessão. Isto se deve, em grande parte, às medidas ambiciosas adotadas pelos gobernos, bancos centrais e a UE, que não apenas permitiram evitar o afundamento do sistema, mas também favoreceram a retomada", afirmou o comissário europeu de Assuntos Econômicos, Joaquín Almunia.

"No entanto, devemos enfrentar desafios maiores", completou o comissário, antes de destacar a necessidade de "terminar de sanear o setor bancário e determinar de que forma é possível corrigir de melhor maneiras os efeitos nefastos da crise sobre os mercados de emprego, as finanças públicas e o crescimento potencial".

A Comissão espera de fato que o desemprego aumente nos próximos trimestres, mas com um pouco menos de pessimismo: o índice na Eurozona chegará a 9,5% em 2009 (contra 9,9% da estimativa de setembro), 10,7% em 2010 (11,5%) e 10,9% em 2011.

Os déficits públicos que dispararam com a crise permanecerão elevados, acima dos 3% do PIB permitido pelo Pacto Europeu de Estabilidade.

A média ficará em 6,4% em 2009 (contra 2% em 2008) e 6,9% em 2010, antes de uma leve redução a 6,5% em 2011, quando "a atividade vai se recuperar e as medidas temporárias (de estímulo) serão retiradas", prevê Bruxelas.

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