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04/11/2009 - 13h09

OMC alerta o G20 para riscos de protecionismo ante turbulências monetárias

GENEBRA, 4 Nov 2010 (AFP) -As turbulências nos mercados cambiários aumentam os riscos já crescentes do protecionismo, que poderá afetar a estabilidade dos intercâmbios mundiais e a reativação econômica, alertou nesta quinta-feira a Organização Mundial do Comércio (OMC) em um relatório destinado ao G20.

"Vimos nos últimos meses um aumento perigoso das pressões protecionistas geradas pelos desequilíbrios mundiais, num momento em que o consenso político a favor de uma abertura do comércio e os investimentos já estão sob tensão" em função do alto desemprego nos países do G20, indicou a OMC no relatório.

Estas pressões parecem acontecer num momento em que "o consenso político a favor de uma abertura do comércio e os investimentos já estão sob tensão", acrescentou a organização.

Em uma carta conjunta que acompanha o relatório, a OMC, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OCDE) e a Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e o Desenvolvimento (CNUCED) assinalam que a estabilidade dos sistema comercial será ameaçado "se os movimentos de moedas se transformarem no que alguns podem perceber como a continuação deliberada de uma vantagem comparativa surgida das taxas de câmbio".

Nesse sentido, as três organizações insistem que a reunião de cúpula do G20 de potências industrializadas e emergentes - que se reúnem em Seul em 11 e 12 de novembro próximos - uma maior vigilância sobre o perigo do protecionismo, em meio ao debate sobre a ameaça de uma "guerra cambial" entre as principais economias para favorecer seu crescimento ou exportações.

"Utilizar as restrições ao comércio ou para os investimentos nestas circunstâncias só complicará o objetivo de encontrar e aplicar soluções muito esperadas" para resolver uma situação econômica mundial muito frágil, advertiram.

No entanto, as três organizações reconhecem que, desde a última reunião do G20 em Toronto (Canadá), no final de junho, os países do grupo continuaram de forma geral "resistindo às pressões protecionistas".

De qualquer maneira, para a OMC, a OCDE e o CNUCED, o protecionismo é um dos três maiores riscos para a economia mundial.

Na carta destacam que há "sinais de intensificação das pressões protecionistas, nuvens escuras produzidas pelo persistente desemprego elevado em muitos países do G20, desequilíbrios macroeconômicos entre esses países e tensões cambiárias".

O segundo risco é menos visível, mas de igual importância, e representa "o acúmulo constante no tempo de medidas que restringem ou criam distorções para o comércio e os investimentos".

O texto enfatiza assim que os governos só suprimiram 15% das medidas especiais introduzias depois do início da crise.

A terceira ameaça é o problema dos planos de resgate aplicados no pior momento da crise e que afetam de forma perigosa a competitividade mundial.
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