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05/11/2009 - 16h54

GM sofre fortes críticas na Alemanha por demissões na Opel

BERLIM, Alemanha, 5 Nov 2009 (AFP) - "Os americanos enganaram a chanceler Merkel" e "Grave golpe nas relações alemãs-americanas" foram alguns dos comentários emitidos nesta quinta-feira pela imprensa da Alemanha no dia seguinte à decisão da montadora General Motors de conservar sua filial Opel, apesar de há dois meses ter aceitado a posição defendida por Angela Merkel de vender sua filial europeia ao fabricante de autopeças canadense Magna.

Nesta quinta, cerca de 10.000 trabalhadores da Opel se reuniram ante a sede da montada em Rüsselsheim (oeste) para protestar contra a decisão da GM. Outras 7.000 pessoas se manifestaram diante de três fábrica da Opel em Bochum, Eisenach e Kaiserslautern.

O caso Opel, que conheceu inúmeras mudanças em um ano, é considerado estratégico pelo governo, preocupado em preservar os 25.000 empregos em perigo Alemanha.

A General Motors anunciou na terça-feira que seu conselho de administração decidiu manter a marca Opel, descartando os planos anunciados de vender a filial alemã, que tentará se reestruturar em uma "conjuntura mais favorável".

Na quarta, a GM, através de seu vice-presidente John Smith, afirmou que haverá cerca de 10.000 dispensas na Opel.

O ministro alemão da Economia, Rainer Brüderle, chamou "o comportamento da General Motors de absolutamente inaceitável".

Merkel foi pega de surpresa pela volta atrás da montadora, depois de ter feito do tema um triunfo pessoal durante a campanha para sua recente reeleição. A surpresa foi ainda mais desagradável se levado em conta que a chanceler ficou sabendo da notícia depois de deixar a Casa Branca, onde o presidente Barack Obama nada comentou sobre a mudança de decisão da GM.

O Estado americano possui atualmente 60% do capital da GM, mas assegura que não se intromete na gestão cotidiana da empresa.

A Casa Branca negou inclusive que vá intervir na decisão da montadora de não vender sua filial Opel.

"As decisões da GM são tomadas por sua direção, não são tomadas por ninguém na Casa Branca", disse o porta-voz de Obama, Robert Gibbs, à imprensa.

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