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12/11/2009 - 09h34

G20 adota novas regras para reforçar capital dos grandes bancos

SEUL, 12 Nov 2010 (AFP) -Os líderes do G20 adotaram nesta sexta-feira na reunião de Seul o novo marco regulatório "Basileia III", que exige mais fundos próprios aos bancos considerados importantes para o sistema financeiro mundial, com o objetivo de que resistam de maneira melhor a possíveis futuras crises.

A iniciativa do Comitê de Estabilidade Financeira (FSB, na sigla em inglês) inclui a criação de uma lista até maio de 2011 dos estabelecimentos bancários considerados sistêmicos, ou seja, que podem criar um risco para o conjunto do sistema financeiro em caso de falência.

A nova regulamentação e a reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI), também aprovada nesta sexta-feira pelo G20, fazem parte do novo desenho das finanças mundiais iniciado pelas potências desenvolvidas e emergentes após a crise que explodiu em outubro de 2008.

"Os líderes do G20 reunidos em Seul validaram as políticas do Comitê de Estabilidade Financeira para reduzir os riscos nas instituções financeiras de importância sistêmica (SIFI), incluindo os procedimentos e prazos inscritos no relatório submetido", afirma um comunicado divulgado pelo FBS à margem do encontro na capital sul-coreana.

A reforma aprovada se concentra especialmente no aumento das exigências em termos de fundos própios, liquidez, endividamento e provisões, para permitir aos bancos resistir melhor a uma eventual nova grande crise.

Os principais dispositivos pretenedem aumentar os caixas bancários (reservas mínimas de dinheiro em espécie que devem manter em caixa).

O mínimo do núcleo bruto de fundos próprios, um dos mais importantes indicadores para medir a solvência financeira dos bancos, subirá de 2% para 4,5% dos ativos.

Ao índice é preciso adicionar um item de amortização financeiro de 2,5%, o que eleva o total dos fundos próprios brutos a 7%.

Estas medidas devem entrar em vigor progressivamente a partir de 1º de janeiro de 2013 para uma aplicação até 2015 e a adoção definitiva em 2019.

A ideia de exigir mais fundos próprios aos bancos gerou muitas dúvidas entre os grandes estabelecimentos, que advertiram para a possibilidade de que esta iniciativa complique a atividade econômica sem torná-la mais segura.

Mas o secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, rebateu as críticas e afirmou que o importante é que os bancos em questão funcionem com menos risco.
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