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12/11/2009 - 06h10

Reunião do G20 sob pressão para reduzir tensões cambiais

SEUL, 12 Nov 2010 (AFP) -Os líderes do G20 encerram nesta sexta-feira em Seul uma difícil reunião de cúpula com a obrigação de alcançar um acordo para corrigir os desequilíbrios cambiais mundiais, com a China firme em sua posição de não ceder a uma valorização brusca do yuan, apesar da pressão dos Estados Unidos.

Depois das discussões de quinta-feira à noite e sexta-feira pela manhã, a delegação americana informou estar confiante de que o comunicado final dos países ricos e emergentes do grupo reduza as tensões comerciais e cambiais.

Uma fonte da delegação do presidente Barack Obama afirmou que Washington se sentia estimulado pela vontade chinesa de valorizar o yuan, a partir de uma série de medidas que Pequim já está aplicando, em meio a uma grande disputa no G20 pelos desequilíbrios cambiais no mundo.

A mesma fonte, que pediu para não ser identificada, destacou que o comunicado final da cúpula de Seul terá uma linguagem mais forte que a declaração divulgada pelos ministros das Finanças do grupo em outubro, que manifestava uma abstenção de intervenções para desvalorizar as moedas e limitar os desequilíbrios de contas correntesm sem especificar medidas precisas.

Uma fonte da presidência sul-coreana afirmou que as possibilidade de um acordo eram boas.

Mas as divergências existentes, principalmente entre Estados Unidos e China, ficaram evidentes com as dificuldades dos negociadores de chegar a um acordo sobre o texto final da reunião, o que levou o presidente sul-coreano Lee Myung-Bak a fazer um apelo na noite de quinta-feira.

"Gostaria que todos os países fizessem algumas concessões", disse Lee.
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