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13/11/2009 - 12h41

The Economist aponta Brasil entre as cinco maiores economias até 2024

LONDRES, 13 Nov 2009 (AFP) - "O Brasil decola", afirma a capa da revista britânica The Economist, para a qual o país deve se tornar até 2024 uma das cinco maiores economias do mundo, que também destaca os perigos no caminho do sucesso do país.

Em um relatório especial dedicado à potência emergente, a Economist ressalta que "a China talvez esteja liderando a saída da economia mundial da recessão, mas o Brasil está em um bom momento", recordando que a economia do país, pouco afetada pela recessão, deve voltar a crescer a partir do próximo ano ao ritmo de 5%.

Com estas perspectivas, o Brasil deve se tornar entre 2014 e 2024 na quinta economia mundial, superando França e Grã-Bretanha.

Em 2003, quando o banco de negócios Goldman Sachs incluiu o Brasil, ao lado de Rússia, Índia e China, no grupo das economias que dominariam o mundo, criando o termo BRIC, "foram feitos muitos comentários mordazes sobre o 'B', recorda.

Hoje, no entanto, o Brasil leva vantagem em alguns aspectos sobre os outros BRIC, porque é um país democrático, sem grupos insurgentes ou vizinhos hostis e exporta uma grande variedade de produtos, além de respeitar os crescentes investidores estrangeiros, elogia a revista.

Ao lado de todas as virtudes, a Economist também aponta os problemas do país, como o rápido aumento dos gastos públicos - "muito dinheiro público vai para coisas equivocadas" -, a falta de infraestruturas, evidenciada pelo recente blecaute, e a criminalidade.

Outras ameaças para o crescimento podem ser a valorização do real em relação ao dólar, que deve continuar, e as "arcaicas" leis trabalhistas do país, que a revista considera "obstáculos" aos negócios.

"Mas talvez o maior perigo que o Brasil enfrenta Brasil é o do orgulho excessivo".

"Lula tem razão em dizer que seu país merece respeito, como também ele merece os elogios que são feitos", destaca a revista, antes de completar que no entanto o governante tem sido um "presidente com sorte", porque se beneficiou de uma conjuntura favorável.

"Manter os resultados do Brasil em um mundo que sofre um momento mais duro significa que o sucessor de Lula terá que abordar alguns problemas que sentiu que poderia ignorar", afirma o relatório da Economist, para a qual no entanto "o rumo do país parece estar traçado".

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