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18/11/2009 - 16h04

Prefeitura de Paris alugará salões luxuosos para enfrentar a crise

PARIS, França, 18 Nov 2009 (AFP) - A prefeitura de Paris decidiu alugar a empresas privadas por até 15.000 euros (22.300 dólares) a hora seis de seus mais luxuosos salões do Hotel de Ville, no centro da capital, para alimentar suas finanças em tempos de crise. A medida poderá render meio milhão de euros (745.000 dólares) ao ano.

O Hotel de Ville, um dos edifícios mais imponentes de Paris, reconstruído no final do século XIX depois de ter sido reduzido a cinzas em 1871, durante a Comuna de Paris, possui numerosos salões decorados com lustres de cristal, pinturas, esculturas e tapetes faustuosos. (A Comuna de Paris foi o primeiro governo operário da história, fundado em 1871 na capital francesa, por ocasião de uma resistência popular ante a invasão alemã).

A iniciativa foi proposta ao prefeito Bertrand Delanoe pelo secretário municipal do Emprego, Desenvolvimento Econômico e Turismo, o socialista Christian Sautter.

"Os gastos sociais aumentam (...) é preciso buscar receitas extras", explicou ele à AFP, calculando que se a prefeitura de Paris alugar seus salões para dez eventos por ano "poderíamos arrecadar 500.000 euros que sempre serão úteis".

Segundo ele, o dinheiro que entrar no tesouro municipal será destinado "à solidaridade e à criação de empregos" na cidade.

Explicou que não se trata de alugar os salões de qualquer forma nem a "qualquer" pessoa.

"Cada empresa interessada assinará um contrato em conformidade com o interesse geral e o municipal", destacou Sautter.

O Salão de Festas do Hotel de Ville, com 800 m2, onde se festeja a posse do prefeito da Cidade Luz, lidera a lista de espaços que poderão ser alugados. Seguem o salão Georges Bertrand, o salão das Arcadas e o Jean Paul Laurens - o menor, com uma superfície de 150 m2.

A hora de aluguel oscilará entre 2.000 euros (3.000 dólares) e 15.000 euros (22.300 dólares).

A iniciativa será posta em prática "já no começo de 2010", disse Sautter.

Ao contrário dos ecologistas, os comunistas e a opositora União para um Movimento Popular (UMP, direita), criticaram a iniciativa. Dizem que se o prefeito precisa alugar seus salões é porque as contas municipais estão em mal estado.

"A situação financeira da prefeitura de Paris é perfeitamente sadia", defendeu-se Sautter explicando que "as pequenas receitas permitem os grandes gastos".

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