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19/11/2009 - 12h12

OCDE prevê crescimento modesto nos países industrializados em 2010 e 2011

PARIS, França, 19 Nov 2009 (AFP) - A recuperação econômica será modesta nos países desenvolvidos, que terão um crescimento médio de 1,9% em 2010 e de 2,5% em 2011 e deverão lidar com muitas dificuldades em termos de emprego, segundo novas projeções da OCDE, anunciadas nesta quinta-feira.

Até agora, o clube dos 30 países mais ricos previa uma reativação de apenas 0,7% em 2010, depois de uma severa recessão de 3,5% este ano.

"O crescimento na zona OCDE regressou, apesar de ainda estar freado por ventos contra, à medida que os lares, as instituições financeiras e, no fim das contas, os Estados devem reconstituir suas contas", assinala a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OCDE).

Mas as perspectivas melhoram nas maiores economias mundiais, já que o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos crescerá 2,5% em 2010 e 2,8% em 2011, enquanto que, na zona euro, o crescimento será de 0,7% e 1,7%, respectivamente, de acordo com o informe.

"Depois da pior recessão do pós-guerra, a economia parece ter tocado fundo e começa a se recuperar", afirma a OCDE em seu informe, referindo-se à contração prevista de 2,5% do PIB este ano nos Estados Unidos.

Já a zona euro saiu da recessão antes do previsto, mas sua recuperação será lenta, com um crescimento médio de 0,9% e de 1,7% em 2011.

Os 16 países da zona euro saíram da recessão no terceiro trimestre, com um crescimento de 0,4% comparado com os três meses anteriores.

Mas comparado com o mesmo trimestre de 2008, a Eurozona registra ainda um retrocesso de 4,1%, segundo dados da Comissão Europeia.

"A brusca contratação da atividade na zona euro parece ter chegado a seu fim antes do previsto. De qualquer maneira, sinais negativos do setor financeiro e o aumento do desemprego sugerem que a recuperação será gradual", segundo o informe.

Na América Latina, a economia do Brasil terá um crescimento robusto, em torno de 4,5% em 2010 e 2011, e México se recuperará de sua forte recessão com um aumento de 2,7% de seu PIB a partir do próximo ano.

Em seu informe, a OCDE destaca também o vigor econômico de outros grandes países emergentes como Índia e China.

Mas os países da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OCDE) enfrentam incertezas, principalmente na frente trabalhista.

O índice de desemprego nos países desenvolvidos deve alcançar 9% da população ativa, antes de começar a retroceder em 2011.

"No final de 2010, o total de desempregados nas economias da OCDE será incrementado em 21 milhões de pessoas em relação ao final de 2007", indica o organismo.

Um ano depois da queda do banco Lehman Brothers, a OCDE observa também que o estado do sistema financeiro pode se degradar de forma brutal caso outro grande estabelecimento financeiro se encontre em dificuldades.

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