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19/11/2009 - 12h55

OCDE prevê crescimento robusto no Brasil em 2010 e 2011

PARIS, França, 19 Nov 2009 (AFP) - A economia brasileira terá um crescimento robusto, de cerca de 4,5% em 2010 e 2011, segundo projeções divulgadas nesta quinta-feira pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos).

Já o México, segundo a instituição, se recuperará da forte recessão com um aumento de 2,7% de seu Produto Interno Bruto a partir do próximo ano.

Para o Chile, no entanto, a OCDE previu um crescimento de 4,1% em 2010 e 5% em 2011.

O México é o único membro latino-americano da OCDE, mas Brasil e Chile são candidatos à adesão ao clube, que reúne os 30 países mais industrializados do mundo.

De acordo com o último informe da OCDE apresentado nesta quinta-feira, em Paris, o PIB do México crescerá 2,7% em 2010 e 3,9% em 2011, após um brutal retrocesso estimado em 8% este ano.

"O México sofreu sua pior recessão desde a crise cambiária de 1994", destacou a OCDE, afirmando que a queda de 9,7% do PIB anual no segundo trimestre de 2009 em consequência dos baixos preços do petróleo e das baixas exportações, a crise sanitária pela gripe H1N1 e menos turismo e remessas.

No entanto, este panorama muito desfavorável começou a se reverter graças a uma alta dos preços do petróleo e mais exportações para os EUA, que fizeram com que a queda na atividade desacelerasse e começasse a se recuperar.

"Com os estímulos monetários e fiscais entrando em ação, a recessão deveria chegar a seu ponto mais baixo no terceiro trimestre de 2009 e o crescimento do PIB seria retomado de forma gradual em 2010", acrescenta a OCDE.

Por sua vez, a economia do Brasil terá forte taxa de crescimento nos próximos dois anos, com 4,8% em 2010 e 4,5% em 2011.

Segundo as estimativas da OCDE, o PIB brasileiro registrará um crescimento nulo em 2009.

Estes dados são muito melhores que os divulgados pela OCDE em seu relatório anterior de junho, quando apostava na contração da economia brasileira, de 0,8% este ano, e um crescimento de 4%.

"A demanda interna deve crescer com vigor no último trimestre de 2009 e em 2010, apoiada por uma série de políticas flexíveis", explicou o relatório em referência ao desempenho da economia do gigante sul-americano.

Segundo a OCDE, o governo brasileiro pode começar a retirar seu plano de reativação orçamentária desde o início de 2010, caso a recuperação econômica continue, conforme esperado.

Chile, por sua vez, foi duramente atingido pelo colapso do comércio mundial, particularmente por sua condição de pequena economia aberta com forte dependência das exportações de minérios e produtos agrícolas.

"Se para 2009 esperamos uma queda do PIB, o crescimento deve se acelerar gradualmente em 2010 até alcançar dados acima do potencial em 2011", disse a OCDE.

A reativação econômica será modesta nos países desenvolvidos, que terão um crescimento médio de 1,9% em 2010 e de 2,5% em 2011 e devem lidar com fortes ventos contra em termos de emprego, segundo novas projeções da OCDE, anunciadas nesta quinta-feira.

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