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20/11/2009 - 18h27

Venezuela intervém em quatro bancos privados

CARACAS, Venezuela, 20 Nov 2009 (AFP) - O governo venezuelano anunciou nesta sexta-feira sua intervenção em quatro bancos privados, por "irregularidades", garantindo que a medida não afetará a saúde do sistema financeiro nacional.

"Estas medidas têm por objetivo fundamental garantir os direitos dos correntistas dos bancos (...) Temos a certeza de que com isto estamos reforçando a saúde do sistema bancário venezuelano", declarou o ministro das Finanças, Alí Rodríguez.

Os bancos envolvidos são Banco Canarias, Bolívar, BanPro e Banco Confederada, quatro instituições de médio porte no sistema financeiro venezuelano.

No total, as quatro instituições respondem por 8,8% dos ativos bancários do país.

"Faço um apelo à confiança, para que a população mantenha a mesma atitude tranquila em relação ao sistema bancário nacional", disse Rodríguez, pedindo que se evite uma corrida para sacar os depósitos, que "estão garantidos".

O ministro afirmou que a intervenção do Estado se realiza de forma clara, com as instituições mantendo seu funcionamento normal e o atendimento ao público.

"Os clientes poderão realizar suas operações como sempre, porque o Estado garante a saúde do sistema financeiro nacional".

Victor Gil, presidente do Conselho Bancário Nacional, destacou que "esta é uma intervenção preventiva. A segurança destas quatro entidades financeiras está garantida".

Segundo Edgar Hernández, superintendente nacional de bancos, desde o final de 2008 as quatro instituições têm registrado irregularidades na hora de comprovar a origem de seus depósitos, aumentos de capital suspeitos e problemas de solvência, entre outros.

"No menor tempo possível será aplicado um plano para solucionar estes problemas e fortalecer o sistema bancário venezuelano, que tem se mostrado forte, como todos observam", disse Hernández.

Em fevereiro passado, o governo do presidente Hugo Chávez encampou e posteriormente leiloou a sucursal do Stanford Bank, após uma corrida dos clientes provocada pela decisão da Justiça americana de congelar ativos do banqueiro Robert Allen Stanford.

Alguns meses depois, o governo interveio no Banco Industrial da Venezuela (BIV).

Atualmente, 70% do sistema bancário venezuelano está nas mãos de instituições privadas, mas com a estatização do Banco da Venezuela, que pertencia ao grupo espanhol Santander, o Estado ampliou sua participação no setor em 2009.

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