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27/11/2009 - 15h50

Nova-iorquinos caçam bons negócios durante o Black Friday apesar da crise

NOVA YORK, EUA, 27 Nov 2009 (AFP) - Enfrentando o frio desde manhã cedinho, centenas de nova-iorquinos saíram à caça de bons negócios no chamado Black Friday, o dia tradicional de febre de compras de fim de ano, marcado pelos grandes descontos nas lojas e considerado particularmente crucial neste ano de crise.

Andando desde às cinco horas da manhã, Aziza Alexander, enfermeira de 23 anos, ainda não comprou nada: "as liquidações de roupa não estão nada boas este ano", queixou-se em frente à loja H&M da quinta avenida.

Paul e Amanda Jackson, dois turistas ingleses, olham vitrines desde às 04H30 da madrugada nas lojas de Manhattan.

"É um verdadeiro espetáculo", disse Amanda, contando ter chegado à loja Macy's às 05H00. "Estava tudo organizado, tinha até equipes de televisão e um padre que dizia que era pecado fazer compras", declarou, sorrindo.

Dennis Torres, 36 anos, empregado da ONU, fazia fila em meio a quase cem pessoas em frente a uma loja de eletrônicos Best Buy.

"Estou procurando um video game", disse, contando ter passado a noite anterior fazendo compras pela internet. "É menos caro", comparou.

No bairro popular do Brooklyn, entre as avenidas movimentadas Flatbush e Atlantic, o clima é um pouco mais animado e as ruas cheias de pessoas com sacolas enormes.

Embaladas pelas compras de Natal, a maioria desde às 5 da manhã, as pessoas enfrentam o clima frio de novembro e o risco de ficar preso na multidão, como aconteceu ano passado, quando morreu um funcionário do Wall-Mart em Nova York.

"Poderíamos pensar que com a recessão, as pessoas iram ficar em casa, mas não! É um dia muito movimentado", disse a gerente de uma loja Victoria's Secret.

LA federação nacional dos varejistas (NRF) espera 134 milhões de clientes nas lojas durante o primeiro dia da estação das compras de Natal, chamada "Black Friday" porque ela representa uma parte substancial do faturamento anual das lojas, permitindo-as muitas vezes pagar suas dívidas.

Laina Ila, vendedora de 24 anos, chegou antes da meia-noite com uma amiga. "A fila dava a volta do quarteirão, esperamos mais de uma hora para entrar na loja Toys R Us vizinha", explicou, cansada.

Varere Jordan, condutor do metrô, 42 anos, sempre espera o Black Friday, "quando os preços ficam interessantes, para fazer suas compras de Natal". "Este ano, tem coisas melhores do que no ano passado", afirmou, satisfeita com a televisão de tela plana que conseguiu por 249 dólares na Target.

Alex e Ruth, 24 anos os dois, não deram sorte: "chegamos às 04h30, esperamos no carro a Target abrir as portas às cinco, mas não conseguimos colocar a mão nem na televisão nem no GPS. Tudo já estava vendido", contaram.

Então eles compraram um forno micro-ondas, brinquedos, pijamas e panelas, apesar de uma situação precária: Alex acaba de perder seu emprego de porteiro e Ruth, agente imobiliária, está sem trabalho há três anos.

Os tempos também estão difíceis para Crystal Hussey, assistente de professor de 28 anos: ela está trabalhando menos este ano e seu orçamento encolheu em relação ao do ano passado. Ela gastou 170 dólares no total, nos presentes de Natal para suas crianças.

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