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30/11/2009 - 16h11

Amorim diz que não há necessidade de pedir mais esforços a países ricos (Doha)

GENEBRA, Suíça, 30 Nov 2009 (AFP) - O chanceler brasileiro, Celso Amorim, disse nesta segunda-feira que "não é sensato" pedir mais esforços aos países industrializados para a conclusão da Rodada de Doha de liberalização do comércio mundial, durante pronunciamento na abertura da reunião de ministros da OMC em Genebra.

"Não é sensato achar que concluir a Rodada requer concessões maiores dos países industrializados", indicou Celso Amorim, em discurso para ministros de mais de cem países da OMC.

As potências emergentes e países em desenvolvimento do G20 e G33 insistem na necessidade de um compromisso firme dos Estados Unidos como único modo de poder concluir a Rodada de Doha, lançada em 2001 na capital do Qatar e atualmente bloqueada.

Mas nesta segunda-feira, o representante americano de Comércio, Ron Kirk, indicou que seu país está pronto para a fase final das discussões da Rodada de Doha e exigiu uma maior abertura dos países industrializados.

"Precisamos de novos fluxos comerciais e da abertura significativa de mercados, em particular das economias emergentes, chave para cumprir as promessas de desenvolvimento de Doha", afirmou.

Em seu discurso, Celso Amorim insistiu na necessidade de fechar a Rodada de Doha em 2010, indicando que, quanto mais tempo demorar, maiores serão as perdas e maior o estancamento, em termos de comércio mundial e desenvolvimento.

"A alternativa a Doha é mais protecionismo, mais fragmentação, mais instabilidade social e política", advertiu.

"A crise começou nos países ricos, mas os países mais pobres são os que estão pagando o preço mais elevado", acrescentou.

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