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21/12/2009 - 19h42

EUA: petróleo fecha abaixo dos 73 dólares

NOVA YORK, 21 dez 2009 (AFP) - Os preços do petróleo recuaram nesta segunda-feira em Nova York e em Londres, fechando abaixo dos 73 dólares, devido ao fortalecimento da moeda americana, apesar da tensão geopolítica. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do West Texas Intermediate ("light sweet crude") para entrega em janeiro fechou em baixa de 89 centavos, a 72,47 dólares, em relação à sexta-feira. Em Londres, o barril do Brent do Mar do Norte para entrega em fevereiro perdeu 76 centavos, a 72,99 dólares. Segundo o analista independente Ellis Eckland, o mercado caiu no final do pregão, quando o dólar ganhou força, com o euro ficando abaixo do 1,43 dólar. Tal movimento fez o petróleo menos atrativo para os compradores munidos de outras divisas. Os preços estavam firmes no outono boreal devido à queda da moeda americana, que levou os investidores às matérias-primas para se defender da perda de valor de seu capital. A recuperação do dólar desde o início de dezembro tem o efeito inverso. "O petróleo está surpreendentemente fraco", disse Eckland, destacando que há "numerosas informações" para elevar os preços. Na Nigéria, um dos principais países produtores do ouro negro na África, o principal grupo armado do sul petroleiro, o Mend, anunciou no sábado um ataque contra um oleoduto operado pelos grupos Shell e Chevron, pondo fim a uma trégua de dois meses. No Iraque, as exportações petroleiras do norte do país foram suspensas neste final de semana após a sabotagem de um oleoduto em direção ao terminal turco de Ceyhan. Tropas de Iraque e Irã também estão posicionadas diante de um poço de petróleo disputado pelos dois países no sul da fronteira comum. Outro fator de alta foi a tempestade de neve que atingiu o nordeste dos Estados Unidos, o que deve fortalecer a demanda de produtos destilados (principalmente combustível de calefação). O mercado espera ainda o resultado da reunião, nesta terça-feira, da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Reunido na Argélia, o cartel deve manter suas cotas de produção no nível atual.

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