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22/12/2009 - 13h24

Eurostar: alívio dos que chegam a Londres, raiva dos que precisam partir

LONDRES, 22 dez 2009 (AFP) - A chegada na manhã desta terça-feira na estação londrina de Saint-Pancras dos primeiros Eurostar provenientes de Paris e Bruxelas, era acompanhada de sentimentos de alívio pelos que desembarcavam e de cólera pelos que ainda precisavam viajar.

Logo que deixaram o trem, os primeiros passageiros a atravessar o canal da Mancha desde a madrugada de sábado, quando a circulação havia sido interrompida pelas nevascas, foram assediados por uma onda de fotógrafos e jornalistas.

"Por um momento, pensei que minhas férias de Natal iam ser desperdiçadas; agora estou realmente contente", comenta Harry Kemp, um estudante de 33 anos.

"Foi frustrante. Fui várias vezes à estação de Paris para ver o que acontecia, levando as minhas bagagens, e as partidas eram canceladas a cada vez", contou ele.

"No final, todos estavam felizes de estar no trem; ninguém pensou na possibilidade de ficar bloqueado dentro do túnel", afirmou.

Emma England, 23 anos, depositou todas as suas esperanças na retomada do serviço Eurostar, sua segunda opção - a de pegar um easyJet, em Paris, desapareceu depois do cancelamento do voo.

Mas a alegria de uns representou a infelicidade de outros. Alguns que aguardavam embarcar viram que só quem tivesse as passagens datadas de sábado e domingo eram autorizados a partir nesta terça-feira.

Assim, centenas de pessoas, com viagem marcada para hoje estão sendo obrigadas a esperar até amanhã. Muitos não escondem a cólera de não ter sido informados mais cedo.

Mauricette Nayale, uma enfermeira de 48 anos que espera voltar a Bruxelas para passar o Natal com a família, é uma dessas pessoas.

"Nos disseram para voltar amanhã. É demais!", desabafa ela. "Um telegrama ou um e-mail para nos informar do que acontece é o mínimo, francamente. Eurostar anota nossos endereços e telefones no momento da reserva, por que, então, não entrar em contacto conosco?"

Stéphanie Peltier, professora de 39 anos, e seu marido deixam a estação com a cabeça baixa ao lado da filha de seis anos, em direção ao hotel londrino onde serão obrigados a prorrogar sua estada.

"Disseram que iam pagar as nossas noites extras de hotel. É o mínimo que poderiam fazer", suspira.

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