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10/01/2010 - 21h22

Martín Redrado, o economista argentino que pôs em xeque os Kirchner

BUENOS AIRES, 10 Jan 2010 (AFP) - O presidente do Banco Central da Argentina, Martín Redrado, um economista neoliberal que chegou à política pelas mãos do ex-presidente Carlos Menem, pôs em xeque o governo, ao recusar-se a ceder US$ 6,5 bilhões das reservas monetárias do Tesouro para o pagamento da dívida pública.

Redrado, de 48 anos e com duas décadas na função pública, tornou-se um inesperado inimigo para o governo que planejava lançar mão, em 2010, das reservas do Banco Central, avaliadas em US$ 48 bilhões.

Diplomado na Universidade estatal de Buenos Aires em Economia, Redrado obteve pós-graduação na Administração Pública na prestigiada escola de Governo John F. Kennedy da Universidade de Harvard.

Tinha apenas 28 anos quando ocupou a vice-presidência da empresa Salomon Brothers sendo logo nomeado responsável para a América Latina do Security Pacific Bank.

Na Argentina iniciou a carreira política pelas mãos do peronista neoliberal Carlos Menem (1989-99), que o considerava publicamente um dos "jovens brilhantes" de seu governo; chegou a ser apelidado de o 'golden boy' do governo Menem.

Foi sob a proteção do ex-ministro da Economia, Domingo Cavallo, que chegou a ocupar a presidência da Comissão Nacional de Valores (CNV) em 1991 com apenas 30 anos.

Meses depois Redrado renunciou à CNV, dedicando-se à criação da Fundación Capital, onde dirigiu uma equipe de especialistas que elaborava informes econômicos.

Casado, é pai de dois filhos.

"Estou tranquilo e em paz", disse Redrado à televisão depois de obter na justiça um recurso que o devolveu ao cargo, depois de ter sido demitido por decreto presidencial numa batalha que promete chegar à Corte Suprema.

É presidente do Banco Central desde 2004.

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