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16/01/2010 - 08h44

Chávez pretende reduzir e eliminar cotação do dólar paralelo

O governo da Veneuzela vai buscar uma redução do valor do dólar paralelo, que flutua de acordo com a livre oferta e demanda, e levá-lo a 4,30 bolívares, preço equivalente a uma das taxas fixadas após a recente desvalorização, anunciou o presidente Hugo Chávez.

"O plano que temos é levar o paralelo a 4,30, reduzi-lo até o nivel do dólar petroleiro, e vamos conseguir", disse Chávez em sua mensagem anual na Assembleia Nacional (Parlamento).

Na semana passada, o governo anunciou a desvalorização da moeda local, o bolívar, que tinha cotação fixa de 2,15 por dólar desde 2005.

A Venezuela tem agora duas cotações oficiais do dólar: 2,60 para produtos de primeira necessidade, remessas e importações do setor público; e 4,30 para os demais produtos e a venda dos dólares obtidos com o petróleo, que foi batizado pelo governo como "dólar petroleiro".

Chávez também tentou rebater as críticas ao afirmar que a medida não é uma desvalorização e que é "mentira" afirmar que os venezuelanos perderam grande parte do poder adquisitivo.

O presidente venezuelano anunciou ainda que pretende aplicar reajustes de 10 e 15% ao salário mínimo.

"Isto vai elevar o salário mínimo a quase 1.200 bolívares (462 dólares com a taxa cambial de 2,6 ou 279 a 4,3 bolívares por dólar)", anuncioi Chávez.

O salário mínimo está fixado atualmente em 959 bolívares.

Em 2009, a inflação no país foi de 25,1%. O governo prevê um índice de 20 a 22% para este ano, mas analistas acreditam que pode superar 30%.

Na mensagem, Chávez também comentou a crise energética e não deu o braço a torcer, ao afirmar que a causa do racionamento elétrico na Venezuela é a seca, mesmo admitindo uma administração ineficiente em "alguos espaços" e "atrasos em algumas obras".

"Que aconteceram alguns atrasos em algumas obras, sim é verdade. Que houve uma administração ineficiente em alguns espacçs, sim é verdade. Mas a causa única do racionamento elétrico é a seca", afirmou Chávez no Parlamento.

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