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19/01/2010 - 17h10

Irene Rosenfeld, uma mulher ambiciosa que conseguiu conquistar Cadbury

Ao conquistar o fabricante de doces britânico Cadbury, mesmo contra a corrente, a diretora executiva da Kraft Foods, Irene Rosenfeld - uma das duas únicas mulheres a dirigirem empresas que participam do Dow Jones - mostra seu afiado sentido de concorrência.

Ao final de uma batalha de vários meses, durante a qual precisou convencer acionistas e dirigentes do Cadbury, no começo muito reticentes, além de combater a resistência de seus próprios acionistas, principalmente o bilionário Warren Buffett, Irene Rosenfeld conseguiu pôr as mãos no célebre confeiteiro britânico.

Rosenfeld conta com uma experiência de 26 anos na indústria agroalimentar e mais de 20 como parte do gigante dos snacks e pratos preparados.

Depois de breve passagem pela direção da Frito-Lay, uma divisão da Pepsico, entre 2004 e 2006, voltou em 2006 a Kraft como diretora geral, obtendo o cargo de presidente do conselho de administração em 2007 depois da separação do grupo de sua ex-casa matriz, Altria.

Aos 56 anos, com 46.000 empregados sob sua direção, posiciona-se no sexto lugar na classificação das 100 mulheres mais poderosas do mundo, segundo a revista Forbes. É uma das duas únicas mulheres a dirigirem uma das 30 empresas que integram o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York. A outra é Ellen Kullman, presidente executiva da Dupont.

Com um doutorado em marketing e uma licenciatura em psicologia na Universidade de Cornell, Rosenfeld começou a carreira na pesquisa sobre o consumo e manteve a inclinação pelos produtos e os hábitos dos consumidores.

Inimiga de gastos supérfluos, ela vê na aquisição do Cadbury a perspectiva de sinergias e de uma economia adicional no funcionamento, na distribuição e publicidade.

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