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25/01/2010 - 11h33

Polícia argentina impede entrada do presidente do Banco Central em seu gabinete

A Polícia impediu no domingo a entrada no Banco Central da Argentina de seu presidente, Martín Redrado, que tinha sido demitido por decreto pelo governo, em meio a uma crise institucional causada pela tentativa da presidente Cristina Kirchner de usar reservas para pagar a dívida.

O presidente foi no domingo com seus advogados ao Banco Central para tentar ter acesso ao seu gabinete, mas policiais federais impediram a sua entrada, denunciou Redrado em um comunicado.

O chefe da autoridade monetária informou que havia apresentado uma denúncia contra o chefe de Gabinete, Aníbal Fernández, que na sexta-feira disse que o presidente do BC não entraria mais na sede da autoridade monetária.

"A denúncia se deve ao fato de no domingo à tarde policiais terem impedido o seu acesso, sem ordem judicial, a seu gabinete no Banco Central, alegando terem recebido uma ordem superior, além de não admitir que Redrado era o presidente", indicou em um comunicado à imprensa.

Semanas atrás, a presidente Cristina Kirchner destituiu Redrado por ter se negado a usar reservas da instituição para formar um fundo de USD 6,569 bilhões destinado a pagar parte da dívida de 2010.

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