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29/01/2010 - 18h17

EUA registram aumento de 5,7% no PIB no quarto trimestre de 2009

A economia americana teve uma boa recuperação no quarto trimestre de 2009 com um crescimento maior que o previsto, permitindo uma mudança de tendência no final de um ano que começou catastroficamente, segundo números oficiais publicados nesta sexta-feira.

O Produto Interno Bruto avançou 5,7% durante o outono em ritmo anual em relação aos três meses anteriores, segundo a primeira estimativa do departamento de Comércio, em Washington.

O ritmo de crescimento no outono, entretanto, foi apoiado de maneira artificial por investimentos dos lucros por parte das empresas, que garantiram cerca de 60% do aumento do PIB (3,39%).

Indicadores da demanda, as vendas finais aumentaram 2,2% em ritmo anual, o que marca uma melhora notável em comparação com a alta do trimestre anterior (1,5%), mas tende a confirmar um cenário previsto de crescimento lento da primeira economia mundial em 2010.

"O PIB certamente não está tão forte como parece", disse Scott Brown, economista-chefe da Raymond James & Associates, excluindo a possibilidade de uma recuperação dinâmica.

Segundo Augustine Fauchier, da Moody's Economy.com, "o crescimento vai se debilitar na primeira metade de 2010, antes de se acelerar no segundo semestre do ano seguinte".

A taxa de crescimento do outono passado é considerada a maior nos Estados Unidos desde o verão de 2003 e está muito acima do que era esperado pelos analistas, que previam uma alta do PIB de 4,7%, segundo o consenso médio. Mas o PIB está suscetível a sofrer uma baixa nos próximos meses.

O crescimento dos últimos três meses do ano mostra o caminho percorrido pela primeira economia mundial em comparação com o primeiro trimestre: o PIB, então em queda livre, afundava 6,4% no pior momento da maior recessão vivida pelos Estados Unidos em mais de meio século.

Como testemunha da grande crise atravessada pelo país, o PIB norte-americano caiu 2,4% no conjunto de 2009. O pior desempenho desde 1946.

Saudando o impulso do quarto trimestre como "a notícia mais positiva até agora sobre a economia", a Casa Branca lembrou que há muito a fazer para que o crescimento seja acompanhado por uma recuperação duradoura dos empregos, num momento em que a taxa de desemprego fica acima dos 10% desde outubro, pela primeira vez desde 1983.

"A mudança desde o primeiro trimestre de 2009, quando o PIB caiu 6,4% em ritmo anual, é verdadeiramente extraordiária", disse Christina Romer, principal assessora econômica do presidente Barack Obama, em um comunicado.

O terceiro trimestre, marcado por um retorno do crescimento após um ano de queda ininterrupta da atividade, teve um aumento do PIB de 2,2%.

Com exceção do efeito gerado pelos estoques, o fator mais provável que colaborou com a alta do PIB foi o consumo das famílias, motor tradicional da economia do país, que apresentou 1,44% do crescimento.

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