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08/02/2010 - 13h47

A torre mais alta do mundo, em Dubai, é fechada por excesso de visitas

O arranha-céu mais alto do mundo, de 828 metros, foi fechado ao público um mês depois de sua inauguração, já que sua popularidade entre os visitantes tornou necessários alguns trabalhos de manutenção, anunciou nesta segunda-feira um porta-voz do prédio Burj Khalifa.

"Por causa da forte afluência, que não estava prevista, a torre de observação foi fechada de forma temporária para trabalhos de manutenção e organização", afirmou o porta-voz, que não informou quando o espigão será reaberto.

O emirado inaugurou em 4 de janeiro o prédio Burj Khalifa com o objetivo de superar os limites da arquitetura e fazer um resgate de sua imagem, ofuscada pela crise de sua dívida financeira.

Fogos de artifício, fontes musicais, espetáculos de luz e som marcaram a cerimônia destinada a maravilhar os 6.000 convidados para o evento, que coincidiu com o quarto aniversário da chegada ao poder do soberano de Dubai, xeque Mohammed bin Rashid al Maktoum.

Os organizadores instalaram telões perto da torre para permitir aos curiosos acompanhar a cerimônia, transmitida ao vivo.

A Burj Khalifa, a torre de vidro de 160 andares e 828 metros de altura que utilizou 330.000 m3 de concreto e 31.400 toneladas de barras de ferros, se ergue entre o deserto e o mar como um ícone arquitetônico visível a 95 km de distância.

Para o arquiteto Bill Bajer, engenheiro civil e sócio da Skidmor, Owing and Merrill (SOM, com sede em Chicago), Burj Dubai está destinada a se converter num novo referencial arquitetônico.

O edifício com base em forma de Y invertido se estreita à medida que ganha altura. É prolongado por uma estrutura de aço, que termina numa enorme flecha.

As obras, iniciadas em 2004, foram realizadas pela companhia sul-coreana Samsung Engineering & Construction, pelo grupo belga BESIX e pela sociedade dos Emirados Arabtec.

Burj Kalifa, que dispõe de mais de 1.000 apartamentos, escritórios e um luxuoso hotel Armani, é o elemento central de um gigantesco projeto de US$ 20 bilhões, o novo bairro "Downtown Burj Dubai", que inclui 30.000 apartamentos e o maior centro comercial do mundo.

Pouco antes da inauguração, agentes imobiliários registraram uma alta da demanda nas unidades residenciais do Burj.

Em 2009, os preços das moradias caíram mais de 50% no emirado, mas, segundo os agentes, a queda revelou ser menor no Burj Khalifa, onde o metro quadrado na zona comercial alcançou até US$ 5.500 em 2008, no pico da bolha imobiliária.

O Burj Khalifa pode ser, segundo alguns observadores, o último dos faraônicos projetos pelos quais Dubai ganhou fama mundial, incluindo uma ilha artificial em forma de palmeira construída pelo gigante da construção Nakheel, em função das dificuldades financeiras do emirado.

O líder de Dubai, xeque Mohammed bin Rashid al Maktoum, mudou o nome do prédio, que se chamava Burj Dubai (torre Dubai, em árabe), para Burj Khalifa em homenagem ao líder do emirado de Abu Dhabi, o xeque Khalifa bin Zayed al Nahayan, em agradecimento pelo empréstimo feito por ele ao emirado.  

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