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10/02/2010 - 13h03

Renault volta a registrar lucro e apresenta plano estratégico prudente

BOULOGNE-BILLANCOURT, França, 10 Fev 2011 (AFP) -A montadora francesa Renault, que voltou a registrar lucros em 2010, apresentou nesta quinta-feira um novo plano estratégico até 2016, com o objetivo de bater em dois anos seu recorde de vendas e elevá-lo a três milhões de veículos.

A empresa anunciou nesta quinta-feira que voltou a registrar lucro, com um resultado líquido em 2010 de 3,42 bilhões de euros (4,7 bilhões de dólares), depois de um prejuízo de 3,12 bilhões de euros em 2009.

Em um comunicado, a empresa afirma que espera "volume de vendas e faturamento superiores a 2010 no ano de 2011".

Em 2010, o lucro foi beneficiado pelos ganhos de dois bilhões de euros vinculados à venda, em outubro, de partes na montadora sueca Volvo.

A Renault, que ano passado vendeu 2,6 milhões de veículos, um recorde para a empresa, registrou alta de 15,6% no volume de negócios, a 38,9 bilhões de euros.

Ao apresentar a estratégia para os próximos anos, a montadora afirma que pretende ter 48 modelos de todas as suas marcas (Renault, Dacia e Renault-Samsung) em 2016, contra 40 em 2010.

A empresa anunciou que deseja dar mais espaço aos veículos elétricos, com a comercialização até 2012 de quatro novos modelos: Fluence Z.E, Kangoo, Twizy e Zoe.

"Teremos muitas inovações", prometeu o presidente do grupo francês, Carlos Ghosn.

Em 2013, no meio da aplicação do plano batizado de "Drive the change" (Dirigir a mudança), a Renault espera vender três milhões de veículos.

"Os 400.000 veículos adicionais que prevemos virão essencialmente de fora da Europa", completou Ghosn.

A Renault pretende ampliar as atividades no Brasil, Índia e Rússia, mas no momento não tem um projeto particular para a China.

Para 2013, os veículos econômicos representarão entre 28 e 30% das vendas, metade delas (15%) para a marca romena Dacia, segundo o diretor comercial Jérôme Stoll.

Os veículos elétricos representarão 100.000 vendas em 2013, nas previsões da Renault.

"É um plano robusto com hipóteses bastante conservadoras para garantir que a Renault tenha todas as possibilidades de êxito", admitiu Ghosn.

O plano anterior não atingiu as metas em consequência da crise econômica, que afetou duramente o setor automobilístico.
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