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11/02/2010 - 09h21

Casa Branca: aumento do emprego em breve, mas desemprego ainda em alta

Um novo prognóstico da economia americana divulgado nesta quinta-feira pela Casa Branca assinala que haverá um crescimento do emprego este ano a um ritmo de 95.000 novos postos mensais, mas que a taxa de desemprego se manterá em alta.

O relatório econômico anual do presidente Barack Obama ao Congresso indica que a economia começa a sair de um período de perda de postos de trabalho provocado pela pior recessão registrada em décadas no país.

Mas o informe alerta que a taxa de desemprego não cairá muito abaixo de seu atual registro de 9,7%, e poderá aumentar ainda mais devido ao crescimento da força de trabalho.

O prognóstico da Casa Branca, cuja maioria dos dados já foram difundidos com os documentos do orçamento, avalia em torno de 3% o aumento do produto doméstico em 2010 e uma média de 10% para a taxa do desemprego.

"Como o PIB projetado é apenas superior ao crescimento potencial, espera-se um retrocesso relativamente pequeno da taxa de desemprego durante 2010", afirma o informe preparado pelos conselheiros econômicos da presidência.

"Para 2010, prevemos um crescimento médio do emprego de 95.000 postos por mês", afirmou à imprensa Christina Romer, chefe dos conselheiros econômicos presidenciais, assegurando que a tendência será "positiva até a primavera (boreal)".

O documento de mais de 450 páginas detalha a política econômica dirigida pelo governo desde que Obama assumiu a presidência em janeiro de 2009 e define as prioridades.

O informe revela que a Casa Branca afirma que manterá um desemprego estrutural alto para os Estados Unidos.

Como foi definido no projeto de orçamento para 2010-2011 publicado no início de fevereiro, o governo prevê uma taxa média de desemprego de 10% em 2010, que deve cair a 8,2% em 2012 antes de situar-se progressivamente em 5,2% em 2018, um nível que será mantido até 2020, último ano analisado pelo documento.

A modo de comparação, a taxa de desemprego residual nos Estados Unidos rondava os 4,6% em 2006 - no período de maior expansão antes da recessão - em 4% em 2000, durante a explosão da bolha da internet.

Destacando que a conjuntura melhorou de maneira espetacular em relação ao início de 2009, quando o PIB americano estava em queda livre, o informe atribui esta melhoria, entre outros pontos, ao plano de relançamento da economia (de 787 bilhões de dólares) aprovado em fevereiro desse ano.

No entanto, afirma que "devido à magnitude da queda da economia, estamos longe de uma recuperação completa e ainda restam importantes desafios pela frente".

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