UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

17/02/2010 - 18h46

Fed revela previsões de crescimento e de desemprego

O Federal Reserve americano (Fed) anunciou nesta quarta-feira um aumento de suas previsões de crescimento, o que levou a um debate interno sobre o futuro das medidas excepcionais de apoio ao crédito, em meio às sombrias perspectivas do emprego.

O texto da reunião do comitê de política monetária do Fed em janeiro indica uma revisão das previsões para 2010.

Após uma queda do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 estimada atualmente em 2,4%, o crescimento da maior economia mundial ficaria entre 2,8% e 3,5%, contra 2,5% a 3,5% do cálculo anterior.

O Fed prevê uma taxa de desemprego médio de entre 9,5% e 9,7%, contra de 9,3% a 9,7% anteriormente.

A taxa de desemprego nos Estados Unidos caiu a 9,7% em janeiro, contra 10,0% em novembro e dezembro e 10,1% em outubro, seu maior nível desde 1983.

Por fim, o Fed aumentou levemente a sua previsão de inflação (medida pelos preços ligados às despesas com consumo, índice PCE), para entre 1,4% e 1,7%, contra de 1,3% a 1,6%.

O Fed explicou que seus dirigentes "consideraram que as notícias econômicas se ajustam amplamente às previsões de crescimento moderado e inflação limitada em 2010", da mesma forma que em sua reunião de dezembro, segundo o texto.

O ano de 2010 deve ver uma "lenta melhoria do mercado de trabalho (...), com o desemprego caindo progressivamente".

Este elemento fortalece a ideia de manter uma política de apoio firme à economia. A reunião, realizada entre os dias 26 e 27 de janeiro, terminou sem surpresas, com a promessa dfe "um nível excepcionalmente baixo" da taxa de juros "durante um longo período".

Desde dezembro de 2008, a taxa básica de juros do Fed é mantida em um patamar flutuante entre 0,00% e 0,25%.

"Em sua reunião sobre a situação e as perspectivas econômicas, os participantes concordaram que as estatísticas e as informações obtidas com seus contatos profissionais, apesar de mitigadas, mostravam que o crescimento econômico tinha sido reforçado no quarto trimestre", acrescentou o Fed.

O banco central americano aumentou levemente sua previsão para o indicador da inflação (medido pelos preços vinculados aos gastos de consumo, o índice PCE) a entre 1,4% e 1,7%, contra 1,3% a 1,6%, conforme estimado previamente.

O Fed também indicou que seus dirigentes acreditavam que "as empresas reduziam a sua massa salarial a um ritmo mais lento, e que o risco de que as previsões sejam otimistas demais tinha diminuído um pouco".

Por outro lado, o Fed considera que a conjuntura melhorou bastante para o sistema financeiro, e os membros do comitê de política monetária estimaram que as condições nos mercados são "favoráveis ao crescimento".

Os membros do comitê discutiram amplamente uma estratégia de saída das medidas excepcionais de apoio ao crédito.

O debate abordou, entre outros pontos, a forma de revender a considerável massa de ativos que o banco central adquiriu de instituições financeiras privadas para injetar liquidez no circuito econômico.

No entanto, "o comitê não tomou nenhuma decisão em relação às vendas de ativos nesta reunião", indica o texto da reunião.

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host