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26/02/2010 - 11h54

Grã-Bretanha sai da recessão com mais vigor que o previsto

A Grã-Bretanha saiu da recessão no quarto trimestre de 2009 com um crescimento do seu PIB, Produto Interno Bruto, de 0,3%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, que melhoram a primeira estimativa de 0,1% e superam as previsões dos analistas.

"O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,3% no último trimestre de 2009" em relação ao trimestre anterior, anunciou nesta sexta-feira a Agência de Estatísticas Nacionais (ONS, em inglês).

De acordo com a ONS, o Produto Interno Bruto (PIB) da Grã-Bretanha progrediu 0,3%, de maneira claramente mais vigorosa do que a estimativa inicial de 0,1% anunciada no final de janeiro.

A previsão foi melhor do que a esperada pelos economistas, que chegaram a trabalhar com taxa de crescimento de 0,2%, de acordo com uma nota do Credit Agricole CIB.

A revisão deve-se a resultados melhores do que o previsto da atividade nos setores de serviços e indústria, explicou a ONS em comunicado.

No entanto, a contração do PIB, em um ano, foi levemente ampliada pela ONS: 3,3% em vez dos 3,2% iniciais.

A notícia foi divulgada no momento em que as pesquisas indicam que o Partido Trabalhista do primeiro-ministro Gordon Brown recupera um pouco de terreno ante a oposição conservadora de David Cameron, na perspectiva de eleições legislativas no dia 6 de maio, como quer o governo, ou no começo de junho.

Esta revisão em alta é, neste aspecto, "uma boa notícia, mas ainda não se pode dizer que a economia britânica saiu triunfalmente da recessão" opina Howard Archer, do gabinete IHS Global Insight.

"O impacto do mau tempo do começo do ano", quando foi registrado um frio intenso acompanhado de fortes nevascas, "gera um risco de uma recaída do PIB numa economia ainda fragilizada", acrescenta.

O analista prevê, assim, uma lenta e trabalhosa recuperação, com um crescimento que seria de apenas 0,9% em 2010, e de 1,7% no próximo ano.

Uma recaída do PIB teria um péssimo efeito para o governo de Gordon Brown justamente antes das legislativas.

Este risco poderia, inclusive, levar o primeiro-ministro a convocar eleições antes da publicação dos dados do crescimento do primeiro trimestre, no final de abril.

Neste contexto, o ministro das Finanças, Alistair Darling, afirmou ao canal de informações Sky News que as cifras divulgadas eram "bem-vindas" mas que "ainda não saímos do atoleiro". Reiterou que devem ser mantidas as medidas de reativação, enquanto o crescimento não fora suficientemente sólido.

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