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11/03/2010 - 18h44

Oposição argentina fracassa em repudiar indicação de chefe do BC

A oposição argentina fracassou, nesta quinta-feira, na tentativa de repudiar a nomeação da nova chefe do Banco Central, no âmbito de uma forte queda de braço com o governo da presidente Cristina Kirchner pelo uso de reservas para pagar a dívida pública.

Uma sessão na Câmara Alta, na qual a oposição pretendia reprovar a nomeação de Mercedes Marcó del Pont à frente do Banco Central, foi suspensa porque faltaram os 37 senadores necessários para obter o quórum.

A funcionária nomeada por Kirchner continuará em comissão como titular do Banco Central, uma autarquia, até que o Senado decida sua situação definitiva.

Duas senadoras decidiram, finalmente, não se juntar à oposição nesta quinta-feira para impulsionar o repúdio a Marcó del Pont.

Uma delas, Roxana Latorre, dissidente do peronismo governante, defendeu sua atitude, ao destacar que "Marcó del Pont é um bode expiatório que ficou no meio do fogo cruzado entre a situação e a oposição".

Os blocos rivais do governo, que semanas atrás conquistaram uma frágil maioria, pretendiam rejeitar a nomeação de Marcó del Pont por ter aceitado um decreto de necessidade e urgência da presidente para pagar a dívida com reservas da autoridade monetária, driblando o Parlamento.

"Alguns senadores da oposição temos opiniões diferentes sobre vários temas. (...) Às vezes nos caberá perder", admitiu o senador Gerardo Morales, titular do bloco da União Cívica Radical (UCR, social-democrata), o maior da heterogênea oposição.

"A oposição é tremendamente frágil", concordou o senador peronista dissidente e ex-corredor de Fórmula 1 Carlos Reutemann.

Em meio a uma crise institucional, Kirchner destituiu, em 7 de janeiro, o então titular do BC, Martín Redrado, por ter se negado a cumprir um decreto de necessidade e urgência para transferir 6,5 bilhões de dólares destinados a cobrir vencimentos da dívida de 2010.

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