UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

06/04/2010 - 12h37

EUA celebram avanço para acordo sobre algodão que adia represália do Brasil

Os Estados Unidos comemoraram nesta terça-feira os "avanços" para uma solução negociada com o Brasil na disputa por subsídios americanos a sua produção de algodão, o que adiou a imposição de medidas de represália brasileiras.

"Estou satisfeito de que nossas equipes tenham conseguido obter avanços substanciais no sentido de um acordo negociado que possa evitar a imposição de contramedidas que prejudicariam o comércio americano", indicou o representante comercial americano (USTR), Ron Kirk, em um comunicado.

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) do Brasil decidiu na segunda-feira adiar para 22 de abril a entrada em vigor de medidas de represália sobre bens importados dos Estados Unidos que começariam a ser adotadas nesta quarta-feira, enquanto continua o diálogo entre ambos os países.

O Brasil pretende aumentar tarifas de importação para 102 itens que poderiam ter um impacto direto de cerca de 591 milhões de dólares, enquanto avalia outras no setor de serviços e propriedade intelectual de cerca de 238 milhões de dólares.

"Os avanços no diálogo mostram como nossos dois países, trabalhando juntos, podem resolver problemas. Espero que isto nos permita continuar fortalecendo nossa estreita relação com o Brasil, para benefício de nossas economias", disse Kirk.

O secretário de Agricultura, Tom Vilsack, disse que o governo espera trabalhar com o Congresso americano e com o Brasil para "forjar uma solução para esta disputa de longo prazo favorável a ambas as partes, que contemple as necessidades de produtores, trabalhadores e consumidores americanos".

Segundo a Camex, atualmente, Estados Unidos e Brasil negociam três aspectos: um fundo para financiar o cultivo de algodão brasileiro, um programa de garantias de crédito à exportação e um plano de cooperação no setor de saúde animal.

Se os pré-acordos forem concretizados nesses setores antes de 22 de abril, será estabelecida uma nova prorrogação de 60 dias para a entrada em vigor das contramedidas, ressaltou a Camex.

Em março, o secretário de Comércio americano, Gary Locke, viajou para o Brasil, como parte dos esforços do governo de Barack Obama para desbloquear um acordo.

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host