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06/04/2010 - 18h18

Wall Street fecha estável apesar de ata do Fed

A Bolsa de Nova York fechou estável nesta terça-feira, prendendo-se aos níveis do dia anterior, apesar do apoio do Federal Reserve, o banco central americano, que informou que não considera elevar em um curto prazo as taxas de juros. O Dow Jones caiu 0,03%, mas o Nasdaq subiu 0,30%.

Segundo dados de fechamento, o Dow Jones Industrial Avarage perdeu 3,56 pontos a 10.969,99 pontos, enquanto o Nasdaq, de alto componente tecnológico, subiu 7,28 pontos, para 2.436,81.

O índice ampliado Standard & Poor's 500 subiu 0,17% (2,00 pontos) para 1.189,44.

Em baixa durante grande parte da manhã, os índices de Wall Street reagiram à publicação da ata do banco central americano. O Dow Jones, que na segunda-feira tinha fechado em seu nível mais alto desde o fim de setembro de 2008, perto dos 11.000 pontos, passou para o vermelho no final da sessão.

"O Comitê não deve empreender em breve uma estratégia séria de saída e, como consequência, o mercado reagiu positivamente", explicou Craig Peckham, da corretora Jefferies.

Os diretores do Fed discutiram novamente uma estratégia para pôr fim às medidas excepcionais de apoio ao crédito, mas não chegaram a um acordo.

A principal preocupação dos operadores é que o Fed comece em breve a anunciar a intenção de elevar o custo do dinheiro, atualmente perto de zero.

"O mercado resistiu à tentação de retroceder", afirmou Andrew Fitzpatrick, da Hinsdale Associates, destacando que a praça nova-iorquina registrou "uma bonita alta recentemente". "Os problemas da dívida da Grécia pesaram sobre o mercado, mas não houve muitas notícias", completou.

O euro caiu diante do dólar (voltando a descer abaixo de 1,34 dólar), depois de rumores de que Atenas quer revisar o plano de resgate anunciado pela União Europeia em 25 de março para ajudar o país a pagar sua dívida pública.

No mercado obrigatório, o rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos ficou em 3,968% contra 3,994% na noite de segunda-feira, enquanto os títulos de 30 anos, em 4,844% contra 4,843%. O rendimento das obrigações evolui no sentido oposto aos preços.

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