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06/05/2010 - 13h42

Bolsa de Milão fecha em queda de 4,26%

O principal índice da Bolsa de Milão, o FTSE Mib, fechou a quinta-feira em forte queda de 4,26% a 19.483 pontos, sob o efeito de rumores de um rebaixamento da nota da dívida italiana.

O índice, que começou a cair uma hora antes do fechamento, chegou a perder mais de 6% durante um breve período, até recuperar-se parcialmente, nos últimos minutos do pregão.

As ações dos bancos desabaram. Mediobanca caiu 8% a 6,035 euros, Intesa Sanpaolo de 7,73% a 2,09 euros e UniCredit de 7,42% a 1,685 euro. UniCredit e Intesa cederam, respectivamente, até 10% e 11%.

Segundo Marco Valli, economista-chefe do UniCredit, o pânico no mercado deveu-se, principalmente, a "rumores de rebaixamento do rating da Itália pelo Standard and Poor's".

Ouvido pela AFP, um porta-voz do S&P afirmou, no entanto, que a perspectiva da nota da Itália era "estável" e que a agência nada tinha a acrescentar em relação a seu último relatório.

Os investidores, que se preocupam com o contágio da crise grega, não pareciam, no entanto, tranquilizados com declarações feitas mais cedo, em Lisboa, pelo presidente do Banco Central europeu (BCE), Jean-Claude Trichet.

"Jean-Claude Trichet deu a impressão de que tudo estava bem" na zona euro, declarou Valli.

Segundo Jean-Claude Trichet, a recuperação econômica na zona euro se anuncia "moderada" em 2010 e as incertezas permanecerão "elevadas".

Durante uma entrevista coletiva em Lisboa, afirmou que "o nível atual das taxas básicas de juros continua sendo adequado", descartando o risco de inflação a longo prazo.

Antes da entrevista, o conselho de ministros do BCE decidiu manter a taxa básica de juros, termômetro do crédito na zona euro, em 1%, o menor nível da história.

Os ministros do BCE, que se reúnem duas vezes por ano fora da sede de Frankfurt (Alemanha), se encontraram desta vez em Lisboa.

Trichet tentou minimizar os temores de um contágio da crise grega para outros países da Eurozona, ao afirmar que os problemas de Atenas e as dificuldades orçamentárias de Portugal, que preocupam os mercados, assim como a Espanha, não são comparáveis.

"Grécia e Portugal não estão no mesmo barco", disse.

O governo italiano reviu em baixa sua previsão de crescimento para 2010 e, em alta, a previsão da dívida, confirmando, no entanto, o compromisso em situar o déficit público abaixo dos 3% do Produto Interno Bruto, PIB, em 2012, como o acordado com Bruxelas. Mas não foi isto que desencadeou o pânico no mercado, segundo Valli.

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