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12/05/2010 - 16h49

Petróleo fecha em baixa em NY com altas reservas americanas

NOVA YORK, 12 Mai 2010 (AFP) -Os preços do petróleo fecharam em baixa nesta quarta-feira em Nova York, depois da divulgação de dados sobre as reservas americanas, que continuam abundantes. Em Londres, porém, a matéria-prima teve alta.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do West Texas Intermediate (designação de "light sweet crude", negociado nos EUA) para entrega em junho fechou em 75,65 dólares, queda de 72 centavos em relação à terça-feira.

Por outro lado, no InterContinentalExchange de Londres, o barril de Brent do Mar do Norte subiu 71 centavos, para 81,20 dólares.

Depois de um início de sessão hesitante, os preços caíram diante da divulgação de dados semanais do Departamento de Energia americano sobre as reservas petroleiras dos Estados Unidos.

O relatório revelou um novo aumento - maior que o previsto - dos estoques de petróleo, de 1,9 milhão de barris na semana passada.

As reservas do terminal de Cushing (Oklahoma, sul do país) alcançaram 37 milhões de barris, um recorde, contra 36,2 milhões uma semana antes. Nesse nível, ficam "perigosamente próximas da capacidade teórica", explica Nick Brown, da Natixis.

"É o centro de distribuição do contrato de petróleo do Nymex, mas também a maior praia de estacionamento de petróleo dos Estados Unidos", explicou Antoine Halff, da Newedge Group. "Parece que a capacidade (do terminal) foi aumentada, mas (...) o mercado ainda não tem provas disso."

A falta de espaço leva os investidores a aceitar os baixos preços para se desfazer da mercadoria.

Em seu relatório mensal, a Agência Internacional de Energia (AIE) revisou para baixo sua previsão para a demanda mundial em 2010, em 220.000 barris diários. Essa mudança sucede três revisões consecutivas de alta.

Na terça-feira, a Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) manteve sua previsão de alta do consumo mundial de petróleo este ano, enquanto a agência de informação sobre energia americana a tinha elevado levemente.

"Ainda que a demanda suba de forma espetacular, levará tempo para reduzir nossa oferta", disse Phil Flynn, da PFG Best Research.

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