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26/05/2010 - 11h02

BP decidirá nesta quarta se tampa o poço causador da maré negra

Washington, EUA, 26 Mai 2010 (AFP) -O diretor-geral da British Petroleum, Tony Hayward, anunciou nesta quarta-feira à CNN que, durante o transcurso do dia, será decidido se o poço de petróleo causador da maré negra no Golfo do México será tampado com cimento.

A operação consiste em injetar lodo no poço e depois tampá-lo com concreto. Se realizada, será a primeira vez que algo do tipo será realizado a 1.500 metros de profundidade.

"Tudo parece funcionar, mas ainda não reunimos todos os dados de que necessitamos", acrescentou Tony Hayward.

O grupo petroleiro britânico estima sua chance de sucesso na operação em 60%, mas admite que pode fracassar em mais esta tentativa de conter o vazamento, devido à grande profundidade.

Se a operação fracassar, a BP tentará colocar uma rede de tubos de captação para "recuperar a maior parte do petróleo e do gás que saem do poço".

Este sistema seria instalado no fim do mês.

Alguns especialistas consideram que este procedimento é a única solução em curto prazo que resta à empresa para frear esse gigantesco vazamento que assola as costas americanas há mais de um mês.

Por outro lado, Hayward reconheceu que a investigação preliminar da BP sobre as causas do desastre mostra que toda uma série de erros ocorreram antes do afundamento em 20 de abril da plataforma Deepwater Horizon.

Segundo foi revelado na véspera, os operários da plataforma receberam três sinais de alerta de que algo estava funcionando mal.

Citando uma investigação interna da BP sobre o incidente de 20 de abril, os legisladores Henry Waxman e Bart Stupak informaram que antes da explosão os operadores da plataforma receberam três alarmes sobre problemas de fluxo no poço.

"Um dos alertas ocorreu 51 minutos antes da explosão, quando o fluxo superou o padrão de bombeamento", afirmam os representantes que presidem a comissão de energia e comércio.

Outro aviso ocorreu 41 minutos antes da explosão, quando houve um inesperado aumento de pressão.

O último alerta veio 18 minutos antes da explosão, "diante de pressões anormais e da presença de lodo, quando o bombeamento foi interrompido abruptamente", destaca o memorando.

Também há indícios de que os operários da plataforma tentaram controlar a pressão antes da explosão.

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