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28/05/2010 - 09h24

Maré Negra: êxito da operação para tapar vazamento só será conhecido em 48h

Washington, EUA, 28 Mai 2010 (AFP) -O êxito da operação para tapar o vazamento de petróleo no Golfo do México só será conhecido dentro de 48 horas, informou nesta sexta-feira o diretor da petrolera British Petroleum (BP), Tony Hayward.

A companhia tenta atualmente selar o vazamento com lama e concreto, mas os resultados demorarão umas 48 horas para serem comprovados, segundo Hayward.

O chefe de operações da BP, Doug Suttles, em coletiva de imprensa na véspera, afirmou que operação para tapar o vazamento continuará por 24 horas ou mais.

"Devo dizer que esta operação continua. Está sendo realizada de acordo com nosso plano e, provavelmente, continuará por ao menos 24 horas", disse o

Suttles completou que continua saindo petróleo do poço.

Mais cedo, a Guarda Costeira havia anunciado que a British Petroleum conseguiu deter o vazamento, após realizar uma complexa operação de selagem, advertindo, porém, que ainda era preciso esperar para ver se a tubulação manteria a estabilidade.

"Conseguiram estabilizar o fluxo e estão bombeando barro para dentro. Foi detida a saída de hidrocarbonetos", declarou o comandante da Guarda Costeira, Thed Allen, à rádio WWL First News.

Allen não declarou o sucesso da operação, mas disse que há uma avaliação positiva da última tentativa da BP de interromper o vazamento de petróleo, que está causando uma catástrofe ecológica na costa americana.

Três embarcações da BP bombearam lodo em alta pressão na tubulação quebrada para deter o fluxo de petróleo e de gás, antes de selá-la com cimento. Essa operação nunca havia sido realizada a 1.500 metros de profundidade.

Allen explicou que a BP estava agora "observando e esperando para ver como a tubulação se estabiliza".

O maré negra provocada pelo vazamento já contamina 160 km da costa da Louisiana.

A plataforma de petróleo Deepwater Horizon, operada pela BP, afundou em alto mar no dia 20 de abril, depois de explodir, matando 11 funcionários.

O governo investiga as circunstâncias do acidente que provocou um dos piores vazamentos de óleo registrados nos Estados Unidos.

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