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29/05/2010 - 10h47

Governo dos EUA intensifica luta contra maré negra no Golfo do México

GRAND ISLE, EUA, 29 Mai 2010 (AFP) -Os engenheiros tentavam neste sábado selar o vazamento de petróleo que continua provocando um derramamento no Golfo do México depois que o presidente Obama visitou na sexta-feira a zona e prometeu não abandonar as pessoas prejudicadas pelo desastre.

Enquanto a petroleira britânica BP pedia paciência para dar tempo a sua arriscada operação de selagem do vazamento, Obama prometeu "continuar fazend tudo que for necessário para que os americanos e seus meios de vida fiquem a salvo do vazamento".

Obama disse ainda que ordenou à secretária de Segurança Interna, Janet Napolitano, e ao coordenador das operações no Golfo, almirante Thad Alle, a "triplicarem os efetivos onde a mancha de óleo alcançou o litoral ou onde deve chegar nas próximas 24 horas".

Segundo o presidente, a medida permitirá ao governo intensificar o esforço, já "histórico", contra o desastre originado no dia 20 de abril após a explosão e o posterior naufrágio da plataforma Deepwater Horizon, operada pelo grupo britânico BP, a 80 km da costa.

A segunda visita de Obama à região afetada pela maré negra ocorre no momento em que a britânica BP tenta selar o poço avariado após diversos esforços em vão desde o início do vazamento, em abril.

O diretor da British Petroleum (BP), Tony Hayward, disse na véspera que o resultado da última operação para deter o vazamento só ficará claro em 48 horas.

"Provavelmente, terão de passar ao menos 48 horas antes de termos certeza de que conseguimos", disse.

A petroleira britânica injetou lodo e resíduos no ponto do vazamento e quando o fluxo for contido, a tubulação será selada com cimento, explicou Hayward.

No entanto, ele reiterou que é muito cedo para falar em êxito de qualquer dos métodos da operação, que nunca foi realizada a uma profundidade de 1.500 metros.

O almirante Thad Allen, coordenador da resposta diante do derramamento de petróleo, disse à emissora ABC que a injeção de lodo e resíduos parece estar funcionando.

"Com o lodo, conseguiram empurrar os hidrocarbonetos para baixo. O desafio agora é colocar lodo suficiente no poço para manter a pressão a um nível que lhes permita pôr um tampão de cimento" para selá-lo, explicou Allen.

Segundo um grupo de especialistas contratado pelo governo americano, de 2 a 3 milhões de litros de petróleo estão sendo jogados diariamente no Golfo do México desde 22 de abril, dois dias depois da explosão que matou 11 operários da BP na plataforma Deepwater Horizon.

Desde então, a BP e as agências federais americanas trabalham arduamente para conter e frear a expansão do vazamento.

O New York Times, no entanto, assinalou neste sábado que a operação está marcada por uma "aparente falta de progresso", e acrescentou que, segundo as autoridades, o processo continuará outras 48 horas antes de uma desistência e a tomada de outras opções, incluindo montar outra cúpula de contenção.

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