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01/06/2010 - 18h07

Wall Street fecha em baixa, apesar de dados positivos nos EUA

NOVA YORK, 1 Jun 2010 (AFP) -A Bolsa de Nova York fechou em baixa nesta terça-feira em um pregão nervoso no qual a prudência prevaleceu, apesar da divulgação de indicadores que superaram as previsões nos Estados Unidos. O Dow Jones caiu 1,11% e o Nasdaq, 1,54%.

Segundo dados definitivos de fechamento, o Dow Jones Industrial Average perdeu 112,61 pontos, para 10.024,02 pontos, e a bolsa eletrônica Nasdaq teve queda de 34,71 pontos, para 2.222,33.

O índice ampliado Standard & Poor's 500 caiu, por sua vez, 1,72% (18,70 pontos), para 1.070,71 pontos.

"Há razões para a incerteza e os investidores simplesmente não se sentem confortáveis para investir seu dinheiro", notou Anthony Conroy, da BNY ConvergEx Group, completando que o volume de operações foi baixo.

Junho começou em tom negativo, depois de um mês de maio muito difícil para os mercados financeiros.

"O mercado continua evoluindo em função do que acontece na Europa e do fato de que algumas economias como China começam a ajustar sua política monetária, assim como Canadá e Austrália", afirmou Owen Fitzpatrick, do Deutsche Bank.

A sessão teve seu início afetado pela desaceleração da atividade industrial na China e pela advertência do Banco Central Europeu (BCE) de que os bancos da região sofrerão depreciação em seus balanços.

"O mercado segue o euro bastante de perto", afirmou Anthony Conroy, depois de a moeda europeia ter caído a seu nível mais baixo em quatro anos na comparação com o dólar.

As perdas no mercado de ações aceleraram até o final da sessão.

A publicação do índice ISM da atividade industrial dos Estados Unidos, assim como a retomada dos gastos com construção, revitalizaram temporariamente os índices, contidos na abertura, mas o impulso não se manteve firme.

O mercado obrigatório teve leve alta. O rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos caiu para 3,296% contra 3,301% na noite de sexta-feira e os títulos de 30 anos foram para 4,202% contra 4,214%. O rendimento das obrigações evolui no sentido oposto a seus preços.

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