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15/06/2010 - 18h07

Wall Street fecha em forte alta, consolidando recuperação

NOVA YORK, 15 Jun 2010 (AFP) -A Bolsa de Nova York fechou em forte alta nesta terça-feira em Nova York, em um mercado que se beneficiou de um dia calmo e da divulgação de um índice positivo da atividade industrial na região de Nova York. O Dow Jones subiu 2,10% e o Nasdaq, 2,76%.

Segundo dados definitivos de fechamento, o Dow Jones Industrial Average aumentou 213,88 pontos, para 10.404,77 pontos, e a bolsa eletrônica Nasdaq, de alto componente tecnológico, subiu 61,92 pontos, para 2.305,88 pontos.

O índice ampliado Standard & Poor's 500 avançou, por sua vez, 2,35% (25,60 pontos), para 1.115,23 pontos.

"As variações são em grande parte técnicas. Depois da brusca pressão à baixa que tinha sido instalada no mercado, observamos uma correção", afirmou Lindsay Piegza, da FTN Financial, que se declarou incapaz de dizer se se trata de uma retomada ou de "um ponto de inflexão no mercado".

"É uma semana desacelerada depois dos dados decepcionantes das vendas de abril" na sexta-feira passada, afirmou.

A atividade industrial acelera-se na região de Nova York, segundo o índice Empire State de junho, que aumentou 0,5 ponto em relação a maio, situando-se em 19,6.

"Acredito que vamos deixando progressivamente de lado os temores sobre Grécia e Europa", afirmou, por sua vez, Hugh Johnson, da Johnson Illington Advisors. "Os investidores começam a se concentrar sobre o que realmente conta, ou seja, os indicadores econômicos, e concluem que a economia americana continuará crescendo em 2010 e 2011".

Por outro lado, o excedente do balanço de capitais investidos no longo prazo caiu em abril 41% em relação a seu recorde de março, apesar disso, os Estados Unidos continuam atraindo capitais em massa.

Outra notícia tranquilizadora para os investidores: o euro subia, sendo cotado a 1,23 dólares.

O mercado obrigatório teve queda. O rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos subiu para 3,310% contra 3,275% na segunda-feira e o dos títulos de 30 anos para 4,230% contra 4,201%. O rendimento das obrigações evolui no sentido oposto a seus preços.

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