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16/06/2010 - 18h35

Wall Street fecha estável, sustentada por produção industrial

NOVA YORK, 16 Jun 2010 (AFP) -A Bolsa de Nova York fechou quase estável nesta quarta-feira, em um mercado que resistiu às cifras negativas do setor de construção nos Estados Unidos, sustentada pela produção industrial, que mostrou um pouco mais de vigor. O Dow Jones ganhou 0,05% e o Nasdaq manteve-se estável.

Segundo dados definitivos de fechamento, o Dow Jones Industrial Average subiu 4,69 pontos, para 10.409,46 pontos, e a bolsa eletrônica Nasdaq ganhou 0,05 ponto, para 2.305,93 pontos.

O índice ampliado Standard & Poor's 500 retrocedeu, por sua vez, 0,06% (0,62 ponto), para 1.114,61 pontos.

"Depois da alta dos últimos dias, haverá muitas razões para uma queda mais marcada, devido às cifras particularmente ruins da construção, às notícias negativas provenientes (da líder mundial de aparelhos celulares, a finlandesa) Nokia ou às previsões da transportadora de carga e correios FedEx, considerada um termômetro da economia, que não foram extremamente positivas", afirmou Gregori Volokhin, da Meeschaert New York.

O setor da construção de moradias nos Estados Unidos teve outro mês negro em maio, com uma queda de 10% no início das obras, seu nível mais baixo no ano, e as perspectivas são sombrias, com queda de 5,9% nas permissões para a construção civil.

Por outro lado, a produção industrial americana acelerou-se em maio, em um ritmo maior que o esperado, com uma alta de 1,2% em relação a abril, segundo dados do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

"Parece que o fato de o mercado ter conseguido manter-se em certos níveis de resistência atrai os compradores", observou Peter Cardillo, da Avalon Partners.

O S&P 500 superou sua média dos últimos 200 dias, "com frequência considerada como o limite entre um mercado de alta e um mercado de baixa", explicou Joseph Hargett, da Schaeffer's Investment Research.

O mercado obrigatório teve avanço. O rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos caiu para 3,282% contra 3,310% na terça-feira e os títulos de 30 anos para 4,200% contra 4,230%. O rendimento das obrigações evolui no sentido oposto a seus preços.

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