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25/06/2010 - 17h20 / Atualizada 25/06/2010 - 17h28

China: iuane atinge nível mais alto em 5 anos, às vésperas do G20

PEQUIM, 25 Jun 2010 (AFP) -O banco central da China elevou nesta sexta-feira o valor de referência do iuane a seu nível mais alto em cinco anos, em um momento em que Pequim é objeto de pressões internacionais para que aprecie sua moeda nas vésperas da reunião do G20.

A decisão ocorreu depois de Pequim advertir que não queria que o presidente chinês Ju Jintao fosse criticado pela política monetária de seu país neste fim de semana durante a cúpula das potências industrializadas e emergentes no Canadá.

O banco central chinês estabeleceu nesta sexta-feira um valor de referência de 6,7896 iuanes frente ao dólar, 0,3% mais que os 6,8100 iuanes por dólar da véspera, segundo um comunicado publicado em seu site na Internet.

Este é o nível mais elevado do iuane desde a reforma cambial do sistema chinês de julho de 2005, que desvinculou o iuane do dólar para acrescentá-lo a uma cesta de moedas.

Durante o dia, o iuane subiu até 6,7856 por dólar no mercado interbancário, antes de se debilitar um pouco e fechar a 6,7900 dólares, informou a agência Dow Jones Newswires.

O iuane apreciou-se 0,53% em relação à moeda americana durante a semana.

Em um comunicado, o banco central chinês afirmou querer manter o iuane "fundamentalmente estável", o que equivale a dizer que quer evitar qualquer movimento brusco da moeda.

O valor de referência do iuane fixo representa o nível em torno do qual a moeda chinesa flutua diariamente, em um limite de mais ou menos 0,5% frente ao dólar.

No último fim de semana, a China informou sobre sua intenção de voltar a um sistema de taxa de câmbio mais flexível, para frear as críticas recebidas do Ocidente, em particular dos Estados Unidos, que considera que o iuane está desvalorizado para favorecer as exportações do gigante asiático.

Segundo certos analistas, os bancos chineses tinham sido orientados pelo banco central a comprar dólares - e, com isso, debilitar o iuane - para mostrar que um regime de câmbio mais flexível significa variações nos dois sentidos.

Na quinta-feira, o presidente americano, Barack Obama, julgou como "positiva" a decisão da China de ampliar a flutuação de sua moeda, apesar de estimar que era cedo demais para saber se esta medida era suficiente.

Alguns economistas não hesitam em afirmar que o iuane está desvalorizado em 40% em relação ao dólar.

As recentes declarações oficiais chinesas não deixam ver a forte apreciação que pretendem os sócios comerciais de Pequim, e os analistas pensam que o iuane terá uma modesta alta nos próximos 12 meses.

Antecipando-se à explosão da crise mundial, a China voltou a fixar sua moeda durante o verão de 2008, para em torno de 6,8 dólares.

Mas com a reativação econômica, seus principais sócios comerciais, particularmente os Estados Unidos, retomaram as pressões.

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