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25/06/2010 - 15h49 / Atualizada 25/06/2010 - 15h54

Crescimento dos EUA no primeiro trimestre é revisado para baixo

WASHINGTON, 25 Jun 2010 (AFP) -O crescimento econômico dos Estados Unidos no primeiro trimestre do ano foi revisado nesta sexta-feira para baixo pela segunda vez, o que mostra o escasso dinamismo da atividade nas vésperas da cúpula do G20, que deve abordar as estratégias para impulsionar a recuperação econômica mundial.

O PIB americano subiu 2,7% ao ano em relação ao trimestre anterior, informou o Departamento de Comércio em Washington, que revê para menos a estimativa de 3% exposta no fim de maio, quando os analistas esperavam uma confirmação dessa cifra.

O inverno marcou o terceiro trimestre de crescimento consecutivo nos Estados Unidos, que durante o verão (do Hemisfério Norte) saiu da recessão mais longa desde a Segunda Guerra Mundial.

Mas os novos dados mostram um crescimento muito limitado. Os 2,7% são apenas o potencial da economia estimado pelo Fed, e, portanto, insuficientes para fazer a taxa de desemprego cair sensivelmente; estava em 9,7% no fim de maio.

Os economistas estimam que quando a economia cresce de acordo com seu potencial, é capaz de criar um volume de empregos correspondente ao crescimento demográfico natural da população ativa, mas não além disso.

Os Estados Unidos perderam 8,5 milhões de empregos em 2008 e 2009, e vão necessitar de um crescimento muito mais rápido para que o mercado de trabalho se recupere significativamente.

No lugar disso, o relatório oficial sobre o emprego, que será publicado em 2 de julho, poderá demonstrar que junho foi marcado por uma destruição de vagas, depois de cinco meses de melhora no mercado de trabalho.

Ao decidir na quarta-feira manter pelo maior tempo possível sua taxa básica de juros em quase zero para estimular a economia, o Fed já advertiu que a conjuntura tornou-se "menos faborável ao crescimento", devido a dificuldades na Europa.

Porém, a revisão das cifras do PIB não altera as perspectivas da economia americana.

"Isso não modifica nossa opinião sobre a estabilidade da recuperação", estima Jeffrey Rosen, economista do Briefing, para quem a possibilidade de uma recaída "continua longe".

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