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26/06/2010 - 09h48

G8 et G20 longe da unanimidade para taxar transações financeiras

TORONTO, Canadá, 26 Jun 2010 (AFP) -Defendida pela França e a Alemanha, a criação de uma "contribuição sobre as transações financeiras" voltadas para atenuar a ajuda pública ao desenvolvimento, está longe de conseguir a unanimidade no seio das grandes potências.

A questão será abordada durante uma cúpula do G20 (os oito mais mais industrializados mais os principais estados emergentes) que será inaugurada neste sábaddo e vai durar 24 horas na cidade canadense de Toronto.

Os Estados Unidos, preocupados em impedir todos os entraves ao capitalismo, não aprovam a ideia desta taxa; mas, sem os americanos, o projeto corre o risco de ir por água abaixo.

"Mantivemos discussões bilaterais até agora, mas temos a impressão de que outros países não partilham a atitude positiva da Europa a respeito", admitiu nesta sexta-feira a chanceler alemã, Angela Merkel.

Com o presidente francês Nicolas Sarkozy, a chanceler assinou uma carta recente enviada ao premier canadense Stephen Harper defendendo esta taxa e seu debate na reunião de cúpula do G8 e do G20.

"Conversei com o primeiro-ministro japonês e devo dizer que ele não se mostrou muito animado. Espero um apoio maior dos países emergentes", acrescentou ela.

Estados Unidos, Canadá, Japão... são três pesos pesados do G8, e será difícil chegar a um consenso, sem o apoio deles para uma questão, amplamente apoiada por Organizações Não Governamentais e sindicatos.

"Mais de 150.000 cidadãos de todo o mundo assinaram uma petição para exigir do G20 a criação desta taxa", destacam em nota várias ONGs, entre elas Oxfam, Attac e Care.

Para seus defensores, a taxação sobre as transações financeiras seria indolor. Alguns falam de uma taxa de 0,005% sobre o fluxo de capital, as negociações em bolsa e as transferências de dinheiro, o que poderá representar várias dezenas de milhares de dólares por ano, estimam.

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