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26/06/2010 - 00h00

Líderes do G8 buscam posição comum sobre déficit e crescimento

HUNTSVILLE, Canadá, 25 Jun 2010 (AFP) -Os oito países mais industrializados do planeta se reuniram nesta sexta-feira, em Huntsville (Canadá), para acertar a forma de manter a frágil recuperação econômica mundial e obter uma posição comum sobre a redução de seus déficits.

A Cúpula do G8 é marcada por divergências entre os líderes europeus, inclinados ao corte de gastos, e os americanos, que temem que tal medida sufoque o crescimento.

Segundo a chanceler alemã, Angela Merkel, os líderes do G8 chegaram a "uma compreensão mútua" sobre a economia global: "deixei claro que precisamos de um crescimento sustentável e que este crescimento e algumas medidas de austeridade inteligentes não têm por que serem contraditórios".

"A discussão não foi controversa, houve muita compreensão mútua", afirmou.

Um alto funcionário americano, que pediu para não ser identificado, confirmou que a reunião foi positiva: "o presidente (americano, Barack Obama) vê a redução do déficit como parte de uma estratégia de crescimento a médio e longo prazo".

"É absolutamente necessário dar os passos para sustentar a demanda e a recuperação econômica que já começou, mas todo tipo de estratégia de crescimento de médio e longo prazo deve incorporar a consolidação fiscal".

Nesta sábado, as conversações girarão em torno da segurança internacional, e serão ampliadas ao G20 (os países industrializados mais os emergentes).

A Cúpula do G8 reúne Merkel, Obama o anfitrião canadense, Stephen Harper; o líder russo, Dmitri Medvedev, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, Silvio Berlusconi, chefe de governo italiano, Naoto Kan, premier do Japão, e o primeiro-ministro inglês, David Cameron.

"Devemos agir em conjunto por uma razão muito simples: esta crise demonstrou, e continua demonstrando, que nossas economias estão estreitamente ligadas", disse Barack Obama. "A tormenta econômica pode se propagar facilmente".

A Europa é afetada por uma crise da dívida soberana que já levou membros da Eurozona, como a Grécia, à beira do "default", o que ameaça a estabilidade do euro.

Merkel insiste em que os governos devem controlar seus déficits e promete reduzir drasticamente o gasto; enquanto a Grã-Bretanha anuncia seus maiores cortes em décadas, mas Washington teme que um ataque dramático ao gasto mine o emprego e a demanda.

Além de caminhar para um acordo sobre o desafio econômico mundial, os líderes do G8 anunciaram um pacote de 5 bilhões de dólares para proteger a saúde materna e a infância.

Obama prometeu contribuir com mais de 1,3 bilhão de dólares na luta contra a mortalidade infantil.

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