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26/06/2010 - 21h11

Tempestade Alex ameaça trabalhos de limpeza no Golfo do México

NOVA ORLEANS, EUA, 26 Jun 2010 (AFP) -Os intensos esforços de limpeza da enorme mancha de óleo no Golfo do México estão ameaçados, este sábado, pela tempestade tropical Alex, que pode se transformar em furacão.

Enquanto isso, a companhia petrolífera britânica BP informou progressos em seus esforços de recuperação do petróleo vertido no mar, que incluem a sucção do óleo para o petroleiro 'Discoverer Enterprise' e a queima do petróleo e gás coletado em outra plataforma.

Apesar de a tempestade tropical Alex, que se formou este sábado no oeste do Caribe, talvez passe distante da área do acidente, poderia gerar grandes ondulações, complicando os esforços de limpeza, advertiram especialistas.

"O clima é imprevisível e podemos ter uma mudança de última hora", disse o almirante Thad Allen, nomeado pelo presidente Barack Obama para tratar do maior desastre ambiental da história dos Estados Unidos, provocado pela explosão da plataforma da BP, em 20 de abril.

A tempestade Alex está posicionado na direção oeste-noroeste e espera-se que impacte o litoral de Belize e a Península de Yucatán, no México, nas últimas horas deste sábado.

Às 18h00 de Brasília, o olho da tempestade, com ventos constantes de 100 km por hora, foi localizado 50 km ao leste de Belice City, informou o Centro Nacional de Furacões, com sede em Miami.

Os prognósticos indicam que Alex se move em direção oeste-noroeste, a 19 km/h, e que atingiria o continente entre a costa de Belize e a Península de Yucatán, neste sábado.

Uma tempestade - e nem falar em um furacão - na região do vazamento seria um duro golpe para a BP, cujos esforços de limpeza sofreram toda sorte de contratempo.

Allen disse que os navios que recuperam o petróleo derramado precisam de 120 horas para evacuar a região.

"Se tivermos um indício de que temos uma possibilidade de ventos com força de vendaval 120 horas antes, tomaremos a decisão", disse Allen, acrescentando que "neste momento, não chegamos a esse limite".

A BP informou que na sexta-feira havia conseguido recuperar 24.550 barris de petróleo, 3,5% a mais que na quinta-feira. Desde maio, foram recolhidos, aproximadamente, 413.000 barris.

O governo americano estima que o vazamento libere entre 30.000 e 60.000 barris diários (4,7 a 9,5 milhões de litros) de petróleo no Golfo do México.

Enquanto isso, a cotação dos papéis da BP despencaram esta sexta-feira na Bolsa de Londres, depois que o grupo petrolífero britânico revelou já ter gasto 2,35 bilhões de dólares no combate à maré negra.

Os papéis da BP caíram mais da metade desde a explosão de sua plataforma, em abril, que deixou 11 mortos.

A companhia britânica informou que seus planos de perfurar novos poços para reter o vazamento estavam a caminho. Mas não se espera uma solução permanente para o derramamento até que estes poços estejam concluídos, algo que se espera para agosto.

Enquanto isso, as praias turísticas de Pensacola, na Flórida, famosas pelas areias brancas, foram alcançadas finalmente pela maré negra e as autoridades proibiram os banhos de mar em plena temporada de verão.

A área afetada vai de Perdido Key até regiões da ilha Santa Rosa, em Pensacola Beach, região de maior atração turística na área, que inclui arrecifes de coral e uma importante indústria pesqueira.

Ativistas e moradores de Luisiana preparavam uma manifestação, este sábado, de mãos dadas, para declarar seu apoio à energia limpa e o repúdio à perfuração em alto-mar.

O protesto, batizado de "Mãos através da areia", será celebrado em todos os estados norte-americanos e em outros 30 países, disseram os organizadores.

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