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01/07/2010 - 13h57

BCE concede 111,2 bi de euros a bancos para pagamento de empréstimo

FRANKFURT, 1 Jul 2010 (AFP) -O Banco Central Europeu (BCE) concedeu nesta quinta-feira empréstimos de seis dias de 111,2 bilhões de euros (136,7 bilhões de dólares) a bancos da zona do euro, durante uma operação especial de refinanciamento para que estes possam pagar um empréstimo recorde contraído há um ano.

No total, 78 bancos pediram liquidez a uma taxa de juros de 1%, segundo os detalhes divulgados pela instituição com sede em Frankfurt (oeste da Alemanha).

Um ano atrás, 1.121 bancos da zona do euro tinham pedido empréstimo de mais de 442 bilhões de euros ao BCE a uma taxa fixa de 1%, um recorde na história da instituição monetária europeia para uma só operação.

Para evitar que esse reembolso massivo provoque uma falta de liquidez, o BCE já tinha concordado na quarta-feira em fornecer empréstimos de três meses em um montante de 132 bilhões de euros.

O vencimento do gigantesco empréstimo é considerado em seu conjunto como uma prova crucial da solidez do sistema bancário.

Muitas entidades bancárias continuam em uma situação frágil, particularmente nos países com graves problemas orçamentários como Grécia, Espanha, Portugal ou Irlanda.

Os bancos destes países da zona do euro, que têm dificuldades para se refinanciar no mercado interbancário, são considerados muito dependentes do BCE.

Para o economista Klaus Baader, do Société Générale, uma das conclusões que podem ser tiradas é que "o setor bancário da zona do euro não está tão carente de liquidez como parecia".

No total, os bancos pediram empréstimos de mais de 243 bilhões de euros para as duas operações, um montante "correspondente às estimativas iniciais", segundo o especialista Luca Cazzulani, da UniCredit.

Uma recente nota do Royal Bank of Scotland falava de um montante recorde superior a 250 bilhões de dólares de refinanciamento apenas na operação de três meses.

O excedente de liquidez no mercado continua sendo confortável, explicou Cazzulani, afirmando que é suficiente para conter as taxas interbancárias muito abaixo da taxa de refinanciamento do BCE, estabelecida em 1% desde maio de 2009.

O resultado da operação deverá permitir ao BCE continuar seus esforços para reduzir a dependência dos bancos.

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