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04/07/2010 - 19h52

Navio gigante reinicia a operação de limpeza no Golfo do México

NOVA ORLEANS, EUA, 4 Jul 2010 (AFP) -A limpeza do petróleo derramado pela britânica BP foi retomada neste domingo em algumas parte do Golfo do México, apesar de alguns barcos não terem condições de navegar por causa das fortes ondas, o que dificulta os esforços para conter a pior maré negra da história americana.

Mas um gigantesco navio taiuanês, que chegou no sábado ao local onde continua vazando petróleo da plataforma destruída por uma explosão há mais de dois meses, retomou pouco a pouco as operações de limpeza, depois de vários dias de fortes perturbações causadas pela tempestade tropical Alex.

A embarcação do tipo cisterna "A Whale", propriedade da companhia taiuanesa TMT Group, tem 275 metros de extensão e pode recuperar até 500.000 barris por dia (80 milhões de litros), contra os 2,5 milhões de barris recuperados nas últimas dez semanas por todos os pequenos barcos posicionados no golfo para participar nessas operações.

"Absorve o petróleo e a água 'empetrolada' e depois filtra o petróleo e expele a água", disse o porta-voz da BP Toby Odone.

Outro navio, o "Hélix Producer", começará as tarefas de contenção na quarta-feira. Funcionários afirmaram que graças a este navio terão uma melhor estimativa do fluxo atual de petróleo, "apenas pelo aspecto do petróleo que sai pelo tampão", disse o almirante Thad Allen, presidente da BP, a petroleira britânica responsável pelo acidente.

As fortes marés e ventos provocados pela passagem da tempestade Alex atrasaram os esforços de limpeza, empurrando mais petróleo para o interior e espalhando óleo da Louisiana para a Flórida.

"A tarefa de limpeza será longa e árdua durante os próximos dias", explicou na véspera o contra-almirante Paul Zukunft.

"Estou especialmente preocupado com a fauna local."

Apesar dos esforços de contenção, "não estamos a salvo ainda", advertiu.

A limpeza do Golfo e de seu litoral durante a tempestade Alex, que chegou a ser furacão antes de se dissipar, deixou claro o quão vulnerável é a resposta de emergência à catástrofe diante da força da natureza.

"Normalmente, o petróleo leva cerca de duas semanas para alcançar a costa a partir do local do vazamento", indicou Anne Marie Gorden, especialista em Assuntos Públicos da Guarda Costeira.

"Nosso temor, com certeza, é que uma tempestade chegue ainda mais perto do que esta e empurre o petróleo para além das margens, para os manguezais", acrescentou, empurrando as barreiras de areia colocadas na praia para conter o petróleo.

A situação atrapalhou algumas celebrações pelo Dia da Independência neste domingo.

Embora em Grand Isle, Louisiana, algumas bandeiras americanas ondeassem, as famílias não passaram o dia na praia como geralmente fazem neste dia festivo. As pessoas optaram por encher piscinas infláveis e instalá-las a poucos metros dos restaurantes de mariscos que estavam fechados.

"Não pisei na praia nas últimas semanas", disse Amy Lafourt, um garçom de Artie, um bar localizado na praia.

O poço continua vazando entre 30.000 e 60.000 barris por dia desde que a plataforma operada pela British Petroleum (BP) afundou no último dia 22 de abril.

Um sistema de contenção conseguiu recolher em torno de 557.000 barris de petróleo, mas as fortes marés atrasaram a instalação de um terceiro dispositivo, o Hélix, para aumentar a capacidade de limpeza de 25.000 a 53.000 barris por dia.

Estima-se que entre 1,6 a 3,6 milhões de barris de petróleo vazaram no Golfo do México desde o acidente.

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