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19/07/2010 - 16h44

Petróleo fecha em alta em NY, sustentado por dólar fragilizado

NOVA YORK, 19 Jul 2010 (AFP) -Os preços do petróleo fecharam em alta nesta segunda-feira, impulsionados pela queda do dólar e pelo avanço dos índices de Wall Street, que permitiram ao barril de referência fechar acima dos 76 dólares.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação de "light sweet crude" negociado nos EUA) para entrega em agosto fechou em 76,54 dólares, em alta de 53 centavos em relação à sexta-feira.

No InterContinentalExchange, o barril de Brent do Mar do Norte com entrega em setembro ganhou 25 centavos, a 75,62 dólares.

"As coisas estiveram bastante calmas no mercado petroleiro", constatou Adam Sieminski, do Deutsche Bank, afirmando que finalmente o barril subiu, seguindo a tendência do mercado de ações, que tinha leve alta e era favorecido por um dólar em queda.

"Depois de toda a volatilidade da semana passada, os investidores recuperaram o alento", destacou Sieminski. "Hoje, todo mundo parece observar, no lugar de agir".

Depois de uma semana de altos e baixos, o barril de WTI fechou quase estável na sexta-feira em relação à semana anterior. Nesta semana, iniciou no mesmo esquema, abrindo em baixa, mas subindo para perto de 78 dólares na sessão, para fechar com ganhos relativamente sólidos.

"Por um lado, os indicadores econômicos são frágeis, empurrando o mercado para baixo. Por outro lado, o mercado se inquieta com as tempestades" que provavelmente serão formadas no Golfo do México, ameaçando a produção em uma região já fragilizada, explicou Phil Flynn, da PFG Best Research.

Depois de dados decepcionantes sobre a atividade industrial nos Estados Unidos publicados na semana passada, o contexto macroeconômico limitava o avanço do mercado.

O otimismo dos profissionais da construção especializados no setor imobiliário residencial caiu em julho a seu nível mais baixo desde abril de 2009, segundo cifras publicadas nesta segunda-feira.

De todas as formas, os investidores mantinham sua atenção na formação de tempestades tropicais no Golfo do México, que poderão danificar as instalações do sul dos Estados Unidos, afirmou Phil Flynn. O risco de se transformarem em um furacão nos próximos dois dias seria, no entanto, muito baixo no momento, segundo os serviços meteorológicos americanos.

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