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11/08/2010 - 16h52

Petróleo cai em Londres e NY, afetado por mercados de ações

NOVA YORK, 11 Ago 2010 (AFP) -Os preços do petróleo caíram nesta quarta-feira em Nova York e Londres, diante dos temores dos investidores sobre a desaceleração cada vez mais evidente da reativação da economia mundial.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação de "light sweet crude" negociado nos EUA) para entrega em setembro fechou em 78,02 dólares, em queda de 2,23 dólares em relação à terça-feira.

No InterContinentalExchange de Londres, o barril de Brent do Mar do Norte com igual vencimento perdeu 1,96 dólar, a 77,64 dólares.

"Todos os mercados estão em baixa", constatou Tom Bentz, do BNP Paribas, depois que as praças europeias fecharam com fortes perdas e constatando que Wall Street mantém a mesma tendência pouco antes do fechamento.

"Há algum tempo os fundamentos não parecem bons, portanto, quando há más notícias no front econômico, não é preciso muito para o mercado cair", disse.

Os investidores foram vencidos pelo pessimismo no dia seguinte ao Federal Reserve (Fed, o banco central americano) anunciar oficialmente que o ritmo da recuperação está desacelerando.

"O panorama da economia traçado pelo Fed é negativo para as perspectivas da demanda de petróleo", considerou John Kilduff, da Again Capital. "A alta dos preços acima dos 81 dólares o barril precisava de indicadores econômicos melhores nos Estados Unidos e na China para se sustentar, e não foi o que ocorreu."

Na China, motor da demanda por energia nos últimos anos, "a produção industrial, registrou seu nível de crescimento mais frágil em quase um ano" em julho, completou Kilduff, apesar de continuar em alta de 13,4% em relação ao mesmo mês de 2009.

"Não apenas o Fed está inquieto pela desaceleração da economia, como parece que a AIE (Agência Internacional de Energia) também está", afirmou, por sua vez, Phil Flynn, da PFG Best Research.

Em seu relatório mensal, a AIE revisou para cima suas previsões para a demanda mundial em 2010 e 2011, em 80.000 e 50.000 barris diários, respectivamente.

Mas o organismo perviu que "a demanda poderá ser seriamente afetada nos próximos meses, caso o crescimento econômico desacelere", completou Phil Flynn.
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