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16/08/2010 - 17h07

Petróleo volta a perder alguns centavos em NY e Londres

NOVA YORK, 16 Ago 2010 (AFP) -Os preços do petróleo foram incapazes de se recuperar nesta segunda-feira em Nova York e Londres, diante de indicadores econômicos que se mantiveram negativos, fechando em torno dos 75 dólares.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação de "light sweet crude" negociado nos EUA) para entrega em setembro fechou com o barril de referência encerrando a sessão a 75,24 dólares, com uma perda de 15 centavos em relação à sexta-feira.

No InterContinentalExchange de Londres, o barril de Brent do Mar do Norte com igual vencimento perdeu 0,26 centavos, a 74,85 dólares.

"Foi um dia calmo de verão. Os volumes foram fracos em todas as frentes e não houve muita orientação do lado econômico", disse John Kilduff, da Again Capital.

Os preços do WTI evoluíram em uma banda restrita em um mercado que assimilava os indicadores do dia e, paralelamente, com o mercado de ações nova-iorquino também muito vacilante.

A evolução do mercado, que fez uma pausa antes de cair levemente no fim da sessão, foi "decepcionante", segundo John Kilduff, depois das perdas registradas na semana anterior.

Os investidores mantiveram a prudência depois da queda de 7,5% da cotação do barril de referência nas últimas quatro semanas.

Em relação aos indicadores, as cifras de crescimento do Japão pesaram sobre o mercado. O Produto Interno Bruto (PIB) do país subiu 0,1% no segundo trimestre de 2010 em relação ao primeiro, desacelerando-se.

Nos Estados Unidos, a atividade manufatureira na região de Nova York acelerou-se em agosto, segundo o índice Empire State publicado nesta segunda-feira pela representação local do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), apesar da queda das novas ordens de compra.

Um apoio parcial veio do mercado de câmbio, onde o dólar retrocedeu frente ao euro e ao iene, tornando as matérias-primas cotadas na moeda americana mais atrativa para os investidores munidos de outras divisas.

Mas a fragilidade do dólar não foi suficiente para influir no mercado de petróleo.

"A situação não mudou. A oferta continua sendo muito abundante e os indicadores econômicos nos últimos tempos não são muito bons", disse Tom Bentz, do BNP Paribas.
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