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19/08/2010 - 15h55

Mercados deprimidos por novo temor sobre recuperação da economia americana

PARIS, 19 Ago 2010 (AFP) -Os mercados financeiros mundiais fecharam em queda nesta quinta-feira, em meio a novas preocupações sobre a força da recuperação econômica americana.

Os mercados europeus, hesitantes no início do pregão, caíram todos após a publicação de uma série de indicadores americanos decepcionantes. O euro também estava em baixa.

Os indicadores americanos "foram puramente execráveis", comentou Paul Ashworth, analista do centro de pesquisas econômicas londrino Capital Economics, dizendo ainda que a recuperação americana está "claramente desacelerando".

No fechamento, Paris registrou a maior queda, perdendo 2,07%, enquanto Frankfurt retraiu 1,80%, Londres 1,73% e Eurostoxx 50 (índice dos principais valores europeus) 1,97%.

A Bolsa de Madri caiu 1,47% e a Bolsa de Milão, 2,05%.

Wall Street também evoluía em forte declínio. Por volta das 16h40 GMT (13h40, horário de Brasília), o Dow Jones perdia 1,51% e o Nasdaq, 1,67%.

Enquanto isso, o euro voltava a cair em relação à moeda americana, sendo cotado a 1,2815 dólar.

Os investidores estão cada vez mais convencidos de que a economia americana está enfraquecendo, principalmente no mês de agosto, de pouca movimentação nos mercados, "dando espaço aos mais pessimistas" para venderem seus ativos, notou Frédéric Rozier, gerente da Meeschaert Gestion Privée.

Os volumes de negócios são tradicionalmente baixos em agosto, já que muitos investidores estão ausentes, o que reforça a volatibilidade e a amplitude das reações às más notícias.

Nesta quinta-feira, a decepção veio, principalmente, no mercado de trabalho: os novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos subiram ao nível mais alto desde novembro, durante a semana de 14 de agosto.

Além disso, o índice composto dos principais indicadores econômicos nos Estados Unidos, publicado pelo instituto Conference Board, progrediu menos do que o previsto em julho, enquanto a atividade industrial na região da Filadélfia caiu em agosto.

Todas estas notícias ruins ofuscaram o fato da revisão em alta da previsão do Banco Central alemão de crescimento para o país em 2010, de 1,9% para 3,0%, e as boas vendas no varejo e nas finanças públicas em julho na Grã-Bretanha.

As ações do setor bancário terminaram em forte baixa, tradicionalmente vítimas dos temores sobre a economia, como foi o caso do banco francês Société Générale (-3,45% a 41,68 euros) e do britânico HSBC (-2,65% a 6,36 libras)

Os temores sobre a recuperação econômica empurravam os investidores para mercados de menor risco, como o obrigatório e o de títulos da dívida alemã e francesa.
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