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14/09/2010 - 11h45

Opep completa 50 anos e quer adaptar-se ao futuro

VIENA, 14 Set 2010 (AFP) -O secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Abdallah Salem El-Badri, declarou nesta terça-feira em Viena que o cartel, que completa 50 anos, tem que "adaptar-se" a um mundo no qual a percepção das energias fósseis muda.

"Enfrentamos um mundo que muda, tecnologias que evoluem, um meio ambiente que evolui, mudanças dentro do próprio mercado. A Opep deve adaptar-se a estas mudanças", afirmou El-Badri durante uma entrevista coletiva na sede do cartel em Viena.

A Opep foi criada em 14 setembro de 1960 em Bagdá por cinco países produtores: Arábia Saudita, Iraque, Irã, Kuwait e Venezuela. A criação foi uma nova etapa na dinâmica de emancipação dos países do hemisfério sul em um mercado controlado pelas companhias de anglo-saxãs.

Meio século mais tarde, a organização tem 12 membros: os cinco fundadores mais Argélia, Angola, Equador, Emirados Árabes Unidos, Líbia, Nigéria e Qatar.

Juntos são responsáveis em 40% da produção mundial de combustíveis e possuem 70% das reservas comprovadas do planeta.

El-Badri criticou a decisão de certos países de impor taxas sobre os combustíveis para desenvolver outros tipos de energias.

"Não apreciamos que alguns países apliquem impostos ao petróleo e aos combustíveis e utilizem os impostos para subsidiar outras energias. É inaceitável para nós", declarou El-Badri.

No entanto, admitiu que as novas energias integram a evolução do mercado e minimizou o impacto das mesmas no futuro da Opep.

Segundo El-Badri, as reservas de petróleo (Opep e não Opep) são suficientes.

"A energia fóssil ainda estará presente nos próximos 50 anos", afirmou o secretário-geral da Opep, que destacou a alta permanente da demanda.
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